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Trabalhar em casa: coisa de vagabundo?

Primeiro foi o Yahoo (o que possui todo um simbolismo, embora a chefa tenha voltado ao trabalho apenas dez dias após parir), e agora a Best Buy (o gigante varejista de eletrônicos) seguiu: trabalhar em casa, não.

As regras na Best Buy foram menos duras que as do Yahoo, quem inventou o trabalho em casa, podemos dizer. Nas lojas, o gerente terá autonomia para determinar quem pode agir remotamente e quando. No Yahoo, nem isso: acabou.

Eu insisto: o ambiente corporativo é moldado pela cultura da interrupção. Sem mudar o design e as práticas na empresa, de nada vai adiantar tirar as pessoas de casa.

Briefing do Google em Davos: um pouco de tudo

Passei batido pelo briefing que o Google fez na semana passada em Davos, durante o Fórum Econômico Mundial, com alguns poucos que cobrem mídia e tecnologia. Jeff Jarvis, professor da Universidade de Nova York e que escreveu um livro sobre a empresa, estava lá.

Pela companhia, foram o CEO, Eric Schmidt, o presidente de vendas, Nikesh Arora, a gerente de busca, Marissa Mayer, o fundador do YouTube Chad Hurley e o consultor David Drummond.

Eles revelaram coisas bacanas sobre os planos da empresa para dar maior transparência ao AdSense, China (nada assertivo, mas indicativo de que caminha-se para o fim da operação local), reputação, inovação, dispostivos móveis e a economia (“A recessão já ficou bem para trás”, disse Schmidt).

Isso você lê lá no relato do Jarvis (ou no de Alan Rusbridger, do Guardian).

Eu fiquei especialmente interessado no trecho da conversa que tratou da relação com os jornais. E o Google verdadeiramente parece muito disposto a ajudá-los a sobreviver na crise e ganhar dinheiro, mas com uma condição: “Nós dependemos de conteúdo de alta qualidade”, disse o CEO.

A ideia é meio óbvia: aumentar o interesse por notícias e, com mais gente mais tempo on-line, ampliar os ingressos de publicidade. Para isso, os publishers “precisam levar as notícias à soleira digital da porta da casa dos usuários”, nas palavras de Marissa.

Com muitos jornais ainda enxergando o Google como um predador, esses planos parecem utopia.