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AP faz mudanças em manual de redação

A Associated Press (AP) anunciou algumas mudanças sutis em seu Manual de Redação.

Algumas estão relacionadas ao politicamente correto, mas houve reformas polêmicas (como a que trata de suicídio e a que considera o termo ‘Obamacare’ pejorativo).

Ah, os manuais de redação…

Etnias e a Associated Press

O mundo está tão complicado que a maior agência de notícias do planeta, a Associated Press (mantida por um consórcio de jornalões), atualizou recentemente o verbete de seu manual de redação que trata da conveniência de se referir à raça de algum protagonista do noticiário.

Para a AP, a descrição é pertinente em matérias de procurados pela polícia ou pessoas desaparecidas e sugere que a referência racial seja suprimida do conteúdo on-line assim que foram localizados.

O manual de redação do camarada Kim Jong-il

O Columbia Journalism Review resenhou, a colega Dorrit Harazim repercutiu: o imperdível manual de redação redigido pelo próprio Kim Jong-il, o ditador da Coreia do Norte recém falecido.

“O grande guia dos jornalistas”, por sinal, está à venda na Amazon.

Só acredite lendo.

Tribunal dita regras de jornalismo

A Suprema Corte de Justicia, o STF mexicano, acaba de aprovar um pacote de seis resoluções definindo o que é uma reportagem neutra e esclarecendo os limites do direito à privacidade e da liberdade de expressão.

A motivação foi a demanda judicial que a mulher do presidente Vicente Fox, Marta Sahagún, apresentou (e perdeu) contra um revista de celebridades que revelou detalhes de sua vida pessoal.

Para o tribunal, numa reportagem neutra, vale tudo. É o que se depreende do trecho “(…) quando os comunicadores se limitam a divulgar informação de autoria de terceiros, não têm o dever de verificar ou classificar se a intromissão na intimidade (…) tem relevância pública ou não”.

Portanto, basta atribuir a informação, fechar e ir pra casa.

Uma das decisões aprovadas define o que é pessoa pública (em resumo, conhecidas por circunstâncias sociais, familiares, artísticas ou esportivas) e insta os juízes de primeira instância a avaliar, mediante essa régua, se a informação publicada é de interesse público _ressaltando que essa condição “será atualizada em cada caso concreto” por conta da volatilidade das situações “históricas, políticas, econômicas e sociais”.

O pitaco da corte mexicana na nossa profissão alivia as coisas para os jornalistas de lá. Demais, até.