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PSB faz propaganda política sem políticos

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É isso mesmo: uma propaganda política sem nenhuma fala ou mesmo aparição de político por dez longos minutos. Isso existe e foi ao ar na noite de quinta-feira (22/10) no espaço concedido “gratuitamente” (pagamos nós todos em renúncias fiscais dos veículos que têm sua probgramação sequestrada) pelo TSE todo santo semestre aos partidos políticos com representação no Congresso.

O PSB imaginou uma narrativa gráfica muito bem amarrada, pronta para ser remixada (vários de seus trechos valem pílulas na web e nas redes), embora ainda afetada – ainda que bem menos – pelo discurso de praxe nessas ocasiões.

Uma nova fronteira, arejou esse formato denso e quase imexível. Veja.

A semântica do HTML

Houve um tempo em que, para publicar aqui na rede, só mesmo se soubesse o código HTML, charmosa porém repetitiva que nos abriu (às pessoas de minha geração) as portas à imprensa pessoal.

Nesse sentido, interessante como Kevin Suttle rediscute a relação com o código e propõe alguns ajustes em sua clássica disposição.

O avanço do mobile

É possível que a linguagem mobile – para onde tudo rumará e todos nós trabalharemos – invada também o ambiente web?

Aparentemente, é essa a aposta do New York Times, para quem inovação é mais do que busca por soluções: é institucional.

Os blogs que nunca foram blogs

Jornais recorreram a blogs porque, institucionalmente, entenderam que só a adoção dessa linguagem já garantia a aparência de vanguarda tecnológica necessária para a sobrevivência na selva da informação. Agora, estão sofrendo com um monstro que eles próprios criaram.

É o que nos conta Carlos Castilho, que refletiu acerca de um muxoxo do ombdusman do Washington Post sobre o tema.

Preocupa-me menos a indisponibilidade para atualizações e relacionamento com o leitorado por parte dos autores dos blogs do que a não-compreensão sobre o escopo da plataforma.

A verdade é que, desde sempre,  boa parte dos blogs jornalísticos jamais foram blogs – a não ser no nome. Por mais que a definição operacional seja delicada, só a ausência de hiperlinks, frequente na imprensa nacional, entre outras omissões, basta para desmascarar a farsa.

A verdade é que blog passou a ser o atalho fácil para a estrada do futuro, ainda que não saibamos como chegar até ela.

Google ganha concurso de publicidade impressa

ad_googleO jornal norte-americano USA Today (aquele responsável pela introdução da linguagem da TV e textos cada vez menores no jornalismo impresso) bancou um concurso com  US$ 1 milhão de prêmio para estimular a criatividade das agências de publicidade que produzem anúncios para o veículo.

O resultado? Quem ganhou foi o Google, provavelmente um dos principais responsáveis pela necessidade de se estimular a criatividade em produtos impressos, com a peça que você aqui, produzida por seu laboratório de criatividade.

Alguma dúvida de que fomos atropelados inexoravelmente?