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Uma saída multimídia para complementar o jornal impresso

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, em sabatina da Folha registrada pelo Garapa

A linguagem de vídeo na web foi tema de uma conversa nesta semana com a nova turma de trainees da Folha. Antes, é preciso entender de que tipo de site falamos: a versão eletrônica de um jornal impresso, ou seja, que deve produzir uma boa dose de conteúdo complementar _além, é claro, de muitíssimos voos solo.

Complementar no sentido estrito do termo, ou seja, agregador, não replicador.

Por isso eu não me canso de mostrar os vídeos do coletivo de fotógrafos Garapa, no caso uma cobertura específica dos bastidores de sabatinas da Folha com candidatos à prefeitura de São Paulo em 2008 (como a de Gilberto Kassab).

Mistura de slideshow com vídeos, mínima intervenção de texto e muito som ambiente. Fórmula ideal para acompanhar o que o veículo impresso traria efetivamente (a transcrição editada da entrevista).

A única imitação de TV que considero válida no caso dos jornais de papel com edição on-line são as já famosas (e bem antigas no formato) entrevistas de estúdio. Ainda assim, o pior que pode acontecer é nossos bravos repórteres do impresso caírem na armadilha de imitar os coleguinhas da telinha _e é o que vemos por aí. Vídeo, na web, virou fazer TV.

Vamos aprender um pouco mais com o Garapa.

O resgate do avião que pousou no rio Hudson

Lembra do avião da US Airways que há um ano fez um pouso forçado no rio Hudson, em Nova York? Pois é, surgiu um vídeo bacana, no modo ultravelocidade, que mostra todos os detalhes da trabalhosa operação para retirar a aeronave da água _foi trabalho para três dias, balsas e guindastes imensos, muita gente envolvida na operação.

O formato em si não é novo (o cinema e a televisão já tinham recorrido há décadas ao fastforward para mostrar, em bem menos tempos, evoluções como o brotar de uma flor), mas anda meio esquecido no jornalismo.

Poderia ser usado, por exemplo, com um câmera que monitorasse um local sabidamente vulnerável a enchentes, e editado de modo a mostrar as águas chegando, tomando conta e, depois, partindo.

Um comentário: acho que é o típico formato que exige data e hora em algum canto da tela para posicionar muito bem o usuário sobre a cronologia do incidente.

Bem bacana e, de novo, simples e antigo.