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O Twitter, os robôs e a política

Levantamento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV/DAPP) tenta quantificar uma ação que a cada dia ganha mais musculatura no Twitter: o uso de robôs para influenciar no debate político.

“O estudo tira do campo da hipótese a informação de que todos usam robôs – esquerda, direita e centro – para propagar suas ideias”, diz Marco Aurélio Ruediger, diretor da DAPP.

A constatação do estudo é de que pelo menos 20% das conversações na ferramenta são motivadas ou aquecidas por mensagens automáticas,  representando “uma ameaça real para o debate público, representando riscos, no limite, à democracia”.

A interferência de atualizações automatizadas esteve no cerne da disputa eleitoral de 2016 nos Estados Unidos – que culminou com a eleição do empresário Donald Trump.

 

 

Redes sociais e análise política

Quanto mais as pessoas têm acesso à internet, mais elas o fazem com o objetivo de utilizar sites de rede social. É o que mostra levantamento do Pew Research Center.

Este estudo sobre o uso das redes, por sinal, é bastante completo e lança um olhar específico sobre o compartilhamento de opinião e análise política no mundo árabe. Imperdível.

Quem não está on-line?

Um em cada cinco americanos adultos não possui atividades on-line. Basicamente, são idosos, pessoas com pouca instrução e gente com baixa renda.

O Pew tem mais informações sobre o tema.

Brasil na ponta do crescimento da indústria da mídia

Estudo da consultoria PwC mostra que Brasil e China capitanearão o crescimento das áreas de mídia e entretenimento nos próximos cinco anos, com uma estimativa respectiva de incremento anual de 11,4% e 11,6%.

Definitivamente, somos o país do futuro.

O poder das redes sociais na distribuição de conteúdo noticioso

Levantamento da eMarketer mostra o potencial da distribuição de notícias via redes sociais: nada menos do que 60% dos links compartilhados nessas plataformas remetem a esse tipo de conteúdo.

É apenas mais uma compilação que aponta para a mesma direção: que a produção jornalística precisa ser fortemente voltada para sites como Facebook e Twitter.

Uma vez me perguntaram porque os jornais competiam entre si para dar mais audiência ao Facebook. Puro desconhecimento: exibiri conteúdo lá tem um retorno, em seu próprio domínio, que muito provavelmente (em alguns casos isso já aconteceu) superará o do Google.

Como as pessoas navegam em sites noticiosos nos EUA

O Facebook está emergindo como grande drive de audiência (ao mesmo tempo em que o Twitter declina), botões de compartilhamento de conteúdo funcionam mesmo e a quantidade de usuários fiéis (que retornam mais de 10 vezes num único mês) pode variar entre 1% e 18%.

Essas são algumas descobertas de estudo do Pew Research Center, que avaliou os hábitos de navegação dos usuários de 25 sites de notícias nos EUA.

Não serve como tábula rasa (até pelo caráter americanocentrista), mas dá alguma ideia de como as coisas funcionam.

Uma ideia sobre a audiência de blogs no Brasil

A Boo-box, que se especilizou em exibir publicidade personalizada em sites, acaba de divulgar um estudo com algumas tendências sobre a audiência de blogs no Brasil.

Para observar com cuidado _além do óbvio interesse comercial, o levantamento admite ter monitorado apenas 15 mil páginas deste tipo publicadas no país, o que é ínfimo perto de seu universo.

Twitter fracassa como agregador de audiência na Inglaterra

Um levantamento entre os dez principais veículos jornalísticos on-line da Inglaterra transmite uma sensação estranha sobre o Twitter: o maior site de microblog (e a rede social talhada para o compartilhamento de notícias) não representa nem 1% do total de audiência deles.

Assim como o Facebook, o Twitter figura, claro, entre as 25 principais portas da entrada da audiência nas páginas britânicas analisadas, mas sem o protagonismo que a gente imaginava _no Brasil, dados supõem ser bem maior a influência dos sites de redes sociais no tráfego das páginas jornalísticas (em breve trarei aqui um resumo sobre o tema).

O Google (sempre ele) é a primeira fonte de tráfego em boa parte dos veículos britânicos analisados no levantamento. Na média, 45% dos acessos são genuínos, ou seja, partem de gente que vai diretamente aos sites, sem passar por intermediários. Interessante.

Pesquisas escancaram mudança no modus operandi jornalístico

O Newspaper Death Watch chama a atenção para o fato de que três pesquisas quase simultâneas sinalizem claramente mudanças profundas no modus operandi jornalístico tradicional.

Apesar de serem 100% americanas, todas trazem dados que provavelmente, transpostos a um cenário global, corresponderiam à realidade.

A primeira aponta que sete em dez jornalistas estão usando sites de redes sociais para apuração e reportagem, 28% a mais do que aferido no ano passado.

Na mesma linha de mídia alternativa e jornalismo cidadão, outra sondagem descobriu que 90% dos jornalistas consultam blogs para procurar pautas.

A última, no nicho do “sei como se faz linguiça“, indica que 59% dos sites de revistas generalistas dos Estados Unidos estão na categoria “não são editadas e suas informações checadas como se faz na edição impressa” ou simplesmente “não são editadas nem checadas”.