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A internet sitiada

O fim do serviço Google News é apenas o primeiro efeito colateral da legislação que a partir de 1º de janeiro muda muita coisa na internet da Espanha.

A Lei de Propriedade Intelectual estabelece, além da obrigatoriedade de agregadores remunerarem produtores de conteúdo (o motivo da saída de cena do serviço noticioso do Google), a criação de uma superpoderosa comissão que deliberará sobre o fechamento de sites e retirada do ar de links.

Medieval – e aparentemente até o patronato dos jornais achou exagerado.

Os crimes nossos de cada dia

Pode perceber: é cada vez mais frequente a divulgação, pelo jornalismo tradicional, de imagens postadas por pessoas em redes sociais. Especialmente pessoas que se envolvem em alguma tragédia humana, como vítimas de homicídio.

Apesar da visibilidade pública na rede, certamente essas fotos e vídeos não podem ser apropriadas por ninguém. Ou seja: claramente aqui há uma violação de direitos.

Já há, em alguns tribunais brasileiros, processos que questionam precisamente isso, o festival de uso indevido (pelo jornalismo formal, repito) de fotos de mortos e seus assassinos (estes, pela tênue questão do interesse público, ainda são questionáveis).

É um pouco como o entendimento (equivocado) de que vídeos publicados no YouTube são públicos e podem ser reproduzidos a bel-prazer. Nada mais errado.

Nessa seara da ética e da legislação digital, ainda temos um longo caminho a percorrer.

Nova lei no Reino Unido permitirá a ‘adoção’ de conteúdo on-line

A partir de agora, qualquer pessoa no Reino Unido pode se apropriar de conteúdo disponibilizado na internet que não esteja devidamente identificado de acordo com lei aprovada na semana passada.

A maior polêmica diz respeito aos “trabalhos órfãos”, conteúdo sem identificação do autor, que poderá ser “adotado” por qualquer um. Vem polêmica por aí…

 

 

Imagine o Twitter sem postagem em tempo real

Uma lei antiprostituição on-line considerada por alguns estados americanos pode matar serviços como Twitter e Facebook.

Basicamente, as plataformas passam a ser responsáveis pela publicação de conteúdo de terceiros – dano que só poderia ser evitado com um impensável filtro que bloqueasse ou impusesse um delay para que atualizações de terceiros sofressem o escrutínio de um sistema de moderação.

Agora imagina o Twitter sem postagem em tempo real…