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Análises sobre 2010

A edição especial da newsletter Jornalistas&Cia, que perscruta todas as semanas as coisas da nossa profissão, traz um balanço do ano que se pretende uma avaliação do desempenho da imprensa brasileira em 2010.

Muito do que deveria ser dito está lá.

É ótimo quando o decano Audálio Dantas, diretor de redação da revista Negócios da Comunicação, joga uma perspectiva diferente a respeito da discussão sobre o novo marco regulatório das comunicações, que Lula deixou claro ser uma missão primordial de Dilma Rousseff e seu partido, o PT, no próximo governo.

“Por que, em vez de tentar abater o projeto antes mesmo que ele possa levantar voo, não propor um amplo debate sobre seu conteúdo?”, convida Dantas, coberto de razão.

Carlos Chaparro, também nosso velho conhecido, destaca uma revolução na prática da profissão que vimos reforçada no ano que está terminando: a das fontes.

Claro, num tempo em que somos furados por nossos entrevistados, que têm acesso a ferramentas instantâneas de difusão de conteúdo (como a gente), naturalmente a atenção do jornalismo se voltou para instâncias pessoais de publicação.

Daí a explosão das redes sociais e de sua influência na pauta jornalística em 2010.

Uma opinião importante vem de Eugenio Bucci, agora claramente falando sobre a cobertura da eleição presidencial. “A sociedade não é, como nunca foi, manipulada pelos humores de editores de dois ou três jornais ou de duas ou três emissoras de tevê”

Acrescento: tem de parar esse patrulhamento insuportável sobre as mídias. Os mesmos que patrulham, aliás, são aqueles que dizem que várias delas perderam a relevância. Perderam, é? Então por que patrulham? Perderam, reitero. E que deixem de patrulhar.

Em breve falo mais sobre o capítulo eleições do último J&Cia.

A revista O Cruzeiro de 1928 com cara de 2010

Dia 10 de novembro de 1928, primeiro número da revista O Cruzeiro _publicação semanal brasileira que duraria até 1975 com tiragens próximas de 1 milhão nos anos 50 e 60.

Escolhi a página acima pela ousadia na ilustração (rococó, ok, mas estamos em 1928…) que invade a outra página.

Tudo muito 2010 (tirando o contraste da cor salmão da página ímpar, totalmente vintage).

(via Jornalistas&Cia.)

A cozinha de Ricardo Kotscho

Quem acha que, no jornalismo, só o repórter é importante não pode deixar de ler o perfil que Célia Chaim fez, para o Jornalistas&Cia, de Ricardo Kotscho. O especial tem até receita de goulash.

Você bem sabe que eu discordo da afirmação, mas não há dúvida alguma que, entre os repórteres, Kotscho é o maior.

Avesso às novas tecnologias, atualmente ele assina uma coluna eletrônica no portal Ig.