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Jesus nos tempos do Twitter

Você publicaria esta charge?

Mais uma charge polêmica do septagenário cartunista Pat Oliphant

Mais uma charge polêmica do septagenário cartunista Pat Oliphant

Você publicaria a charge acima? Ela é de autoria de Pat Oliphant, 74 anos, considerado o cartunista mais influente em atividade no mundo _e com um belíssimo histórico de obras polêmicas.

Centenas de jornais dos Estados Unidos a publicaram, gerando a ira, por exemplo, do Centro Simon Wiesenthal de Los Angeles, que soltou uma nota condenando a obra.

Diz que ela “mimetiza a propaganda antissemita” que esteve como pano de fundo da ascensão do nazismo alemão. E vai além, afirmando que foram charges como essas que prepararam o terreno para o Holocausto.

Exagero?

Como é difícil trabalhar em jornalismo. Há diversos temas que exigem ene dedos e, mesmo assim, muitas vezes terminam em revolta, protestos, mal-entendidos.

O desenho é tolo, óbvio, previsível e um retrato da realidade (o mais importante). A questão, como sempre, são as pessoas que veem golpe em tudo.

Essas, definitivamente, precisam ter um jornal só delas e parar de ler os nossos jornais.

A infografia como gênero jornalístico

A infografia é um gênero jornalístico? Eu compro essa briga, como comprei ao promover a narração ao vivo (sim, esta coisa tão tipicamente Internet) a gênero em meu primeiro curso sobre o tema.

Se concordamos que um bom infográfico, além de complementar uma reportagem, pode funcionar como uma unidade autônoma de informação, cuja publicação se justifica por si só, qual é a dúvida?

O Blog do Gjol conta que, em Portugal, essa discussão está pegando fogo.

Como voltaremos em breve a ela, deixo duas reflexões: sempre que a iniciativa da tradução ilustrada do noticiário parte do infografista _portanto, não uma reação à demanda de outra editoria_ o trabalho parece se resolver melhor, em conjunto e isoladamente.

Daí me pergunto se não falta uma disciplina nas faculdades de jornalismo, o infografismo. Poderia ser inspirador para a profissão. Passou da hora de levar o tema a sério.

Outra coisa, e já na redação: será que as editorias às quais presta serviço (ou, proativo, sugere pautas gráficas) não são o ambiente de trabalho mais produtivo para um infografista? Até que ponto esse Muro de Berlim que segrega os designers faz sentido?