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Brasil Post, link externo e os jornalões

Já era de se esperar: por coerência (para ficarmos só nisso e sermos elegantes), os jornalões “homenageados” pelo Brasil Post com links externos estão exigindo explicações da Editora Abril, que pilota o projeto Huffington no país.

No entendimento deles, o uso do link externo equivale a uma apropriação indevida de conteúdo. Foi exatamente por isso que, capitaneados pela ANJ (a associação patronal), dezenas de jornais do país deixaram o serviço Google News. Posteriormente, numa espécie de termo de ajustamento de conduta, as partes concordaram em testar o protocolo “Uma linha no Google News“, cujo objetivo é precisamente direcionar o internauta as sites dos veículos (ué, o Google News faz o que mesmo?).

A chantagem dos jornais foi vista na época com desconfiança (de novo, estamos sendo benevolentes). Afinal, quem em sã consciência abriria mão do potencial drive de audiência de um produto Google? A ANJ disse que a queda de tráfego beirou 5% e que a medida valeu a pena.

Na França, por exemplo, a polêmica foi resolvida após o Google aceitar desembolsar 60 milhões de euros numa espécie de fundo para o jornalismo impresso, além de se comprometer a ajudar os jornais a incrementar sua receita com publicidade on-line. Na Alemanha, os jornais precisam autorizar o uso de seus títulos pelo agregador.

De toda forma, o episódio Brasil Post é revelador. E, de novo, no ano em que caminhamos para 19 primaveras da operação comercial da internet no país, parece que ainda estamos engatinhando.

A moda do paywall

O paywall será o grande personagem do jornalismo em outras plataformas (que não a impressa) em 2013. Até o Politico, projeto pioneiro sem fins lucrativos nos EUA, vai testar o modelo.

Ressuscitado num movimento exponencial de jornalões como The New York Times e Folha de S.Paulo, a cobrança por conteúdo web e móvel tem dado sinais auspiciosos de que seus críticos (entre os quais me incluo com orgulho) provavelmente se equivocaram.

Paul Gillin discorre mais sobre o tema num texto obrigatório para quem tenta entender a mudança do ecossistema informativo.

Em 2012, leitores serão tratados como consumidores

Clay Shirky, uma dos analistas mais importantes da era da publicação pessoal e mobilização, agora escreve sobre a possibilidade deste 2012 (que já entra em seu segundo mês…) marcar definitivamente o momento em que os jornais impressos passarão a tratar todo o seu conteúdo como produto, e todos os seus leitores como consumidores.

Como se trata de um mercado que deixou de ser de massa, a estratégia aqui passa por políticas de recompensa de leitores fiéis – aqueles que não abrem mão do produto jornal.

Não deixe de ler.

A circulação de jornais nos EUA

Pela ordem, Wall Street Journal (de longe), USA Today e New York Times são os jornais que ostentam as maiores circulações nos Estados Unidos, segundo dados recentemente divulgados.

Uma década em capas


É a interessante proposta do Poynter para contar, do 11 de setembro de 2001 ao 11 de setembro de 2011, aquilo que se convencionou chamar de guerra ao terror.

A nova ortografia e eu

Gosto de escrever ideia, europeia, dia a dia, tabloide, antissemita.

O desacordo ortográfico (sim, porque nós jornalistas fomos enganados e adotamos tudo muito antes) veio pro bem, apesar desse atropelo corporativo.

Mais uma vez a imprensa, achando que ainda influencia a vida do cidadão comum.

O povo (digo inclusive o esclarecido) tá demorando pra aderir à nova ortografia.

Uma clara demonstração de que já não ditamos regras.

A internet que desaparece aos poucos

Jack Lail escreve preocupado, e com razão, sobre pedaços inteiros publicados na internet que estão simplesmente desaparecendo, como quadros e imagens que ferramentas como o sensacional (mas incompleto)  Wayback Machine são incapazes de guardar.

Desativar antigos servidores ou falta de cuidado na mobilidade e transferência de dados são os responsáveis, em boa medida, por páginas e mais páginas que somem diariamente na rede _inclusive os de sites jornalísticos, claro.

É engraçado, diz Lail, que o suporte digital, teoricamente muito mais adequado para arquivamento, em muitos casos tenha sido destruído por absoluta falta de interesse e cuidado. Enquanto isso, jornais em papel bem mais antigos estão chegando ao mundo digital graças a iniciativas como a do Google.

Hoje, é comum acessar notícias que dependem de quadros/artes (com ênfase estatística, portanto) que ficam absolutamente incompreensíveis sem as imagens. Com elas, se vai também a contextualização da notícia.

A web está sumindo. Pelo menos, em parte. Dá para fazer alguma coisa?

Com a palavra, os jornais.

A primeira página

Quer ver a capa de hoje de cerca de 500 jornais pelo mundo? Este é apenas um dos recursos que o Newseum tem. Essa aí de baixo é do Yedioth Ahronoth, de Tel-Aviv (Israel). Juro.

Capa do Yedioth Ahronoth, de Tel-Aviv

A guerra da informação

Comercial divertidíssimo da edição dominical do jornal britânico The Mail. Aliás, publicidade velha (de setembro do ano passado) que fez um baita sucesso exibida em trailer nos cinemas e ganhou um premiozinho agora. A peça promove as duas revistas que acompanham o produto principal, uma para mulheres, outra para homens.

O filminho é, sem sombra de dúvida, disparado melhor que o jornal e que as revistas…

Mas a publicação tem história: seu primeiro número é de 1896.