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Fósseis

José Roberto de Toledo aborda, em texto publicado ontem em O Estado de S. Paulo, os resultados de pesquisa de consumo de mídia encomendada pela Presidência da República ao Ibope.

E o que mais lhe chamou a atenção foi o enxugamento do leitor de jornal impresso (só 10% do país fazem isso quatro ou mais dias na semana) e a contradição entre o Facebook deter 31% das menções como “lugar onde você se informa” ao mesmo tempo em que as redes sociais estão na rabeira da credibilidade de informação.

É uma equação que, a médio prazo, parece não ter solução.

A pesquisa completa está disponível para acesso em PDF.

Seis anos de cadeia por linkar na internet

O que você acha de seis anos de cadeia para proprietários de sites que linkarem (e auferirem alguma vantagem comercial) para material com direitos autorais protegidos na web?

é realidade na Espanha.

Como funciona a internet?

Delicioso: reportagem da Superinteressante de abril de 1995 conta uma grande novidade aos leitores.

“Você está sentado em sua casa. Decide ler um livro. Obra rara, mais do que esgotada. Onde achá-lo? Na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que, com suas dezenas de milhões de volumes, é a maior do planeta. Lá está. Achou o livro. Uma ordem, e uma cópia xerox será enviada. Está contente, mas ficou com fome. Pede uma pizza. Está com sono, mas resolve mandar um bilhete a um amigo perdido no meio do Himalaia. Lá vai o bilhete. Você está na Internet.”

Naquele momento, diz a reportagem, a rede já tinha 45 milhões de usuários no mundo. Por aqui, para ingressar nessa era, era preciso fazer um cadastro na Embratel.

Cinco minutos sem o Google…

O que acontece com a internet se os serviços do gigante das buscas ficam indisponíveis por… cinco minutos?

Reportagem do jornal Público dá conta de que o tráfego total da internet caiu cerca de 40% exatamente por conta dessa circunstância, ocorrida na sexta-feira…

O futuro da internet

Uma coleção de links e livros que analisam de onde viemos e para onde vamos.

Nova lei no Reino Unido permitirá a ‘adoção’ de conteúdo on-line

A partir de agora, qualquer pessoa no Reino Unido pode se apropriar de conteúdo disponibilizado na internet que não esteja devidamente identificado de acordo com lei aprovada na semana passada.

A maior polêmica diz respeito aos “trabalhos órfãos”, conteúdo sem identificação do autor, que poderá ser “adotado” por qualquer um. Vem polêmica por aí…

 

 

Jornais cada vez com menos fatias do bolo publicitário

Dados recentes sobre a distribuição do bolo da publicidade do governo federal mostram o tamanho da desidratação do produto jornal. De 2000 para cá, o meio – que detinha 21,1% deste mercado – foi reduzido a meros 8,2% em 2012.

No mesmo período, o investimento público federal na internet partiu do zero para 5,3% – e ainda estamos falando de um meio visto com desconfiança pelo mercado porque simplesmente não se sabe ao certo a sua eficiência.

Estes dados, somados a outros, levantam duas considerações que precisam ser levadas em conta: sem ações integradas e presença em várias plataformas, os jornais, sozinhos, correm sim o risco de naufragar.

A outra, ainda mais importante: num movimento que já começa a aparecer nos Estados Unidos, o jornalismo financiado pelo público (ou seja, pelo cliente) para ser muito mais sustentável do que o velho modelo amparado em publicidade, especialmente a oficial.

Como os grandes ficaram pequenos

“The End of Big – How the internet makes David the new Goliath” é mais um livro que analisa a mudança tecnológica que está transformando indústrias como a do jornalismo.

Seu autor, Nico Melle, trabalhou na campanha do democrata Howard Dean à presidência dos EUA em 2004 – essa sim, revolucionária e pioneira no que diz respeito ao uso da internet.

Obama é quem ganhou a fama, mas muito antes dele cara como Melle e Joe Trippi já davam o tom.

Notícias da Coreia

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Kim Jong Un ainda não apertou o botão (da bomba atômica), mas seus jornalistas publicam loucamente na KCNA, a agência de notícias oficial norte-coreana.

Óbvio que não fica nessa tristeza: o avanço da tecnologia deu aos cidadãos – até aos pobres norte-coreanos – meios de fugir dessa coisa funesta.

A pátria dos portais

Muita gente chega a este Webmanario por meio da busca “maiores portais de notícias de mundo”. Curioso, porque não há mais portais de notícias no mundo – esse é um modelo que permaneceu, com sucesso comercial, apenas no nosso país.

No início da internet comercial (para nós, isso significa 1996), o portal era como um porto seguro para todos nós, marinheiros de primeira viagem na rede.

Servia pra reunir todos os serviços que, fora dele, pelejaríamos para descobrir num tempo sem Google e com busca pelos malfadados diretórios (um oferecimento de AltaVista e Yahoo).

Foi nos portais que aprendemos a navegar e, aos poucos, descobrir que havia vida fora deles. No Brasil, porém, o modelo prosseguiu mesmo quando somos capazes de passar diretamente por cima deles, e de nossos dispositivos móveis.

Quem diria: o portal acabaria se transformando numa instituição de web genuinamente brasileira.