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China é a nova pátria dos jornais impressos

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Com uma tiragem total de 114,5 milhões de exemplares diários, a China ultrapassou a Índia e é, hoje, o principal mercado mundial dos jornais impressos. Note, no gráfico, que em quatro anos a circulação desses veículos no Brasil caiu residuais 3%.

Facebook avança na terra do Orkut

Raquel Recuero detecta, no Brasil, a ocorrência do fenômeno que levou o Facebook a superar o Orkut na Índia (ainda hoje um dos maiores mercados do site de rede social número um no Brasil).

Vale a pena dar uma lida.

Recauchutada, velha mídia triunfa em relatório sobre o estado do jornalismo

O State of the Media, relatório do Project For Excellence In Journalism que anualmente disseca a atividade jornalística em todos os suportes nos Estados Unidos, veio este ano com algumas informações surpreendentes _ou nem tanto, mas que confirmam suposições empíricas com as quais íamos tocando nossa atividade.

Uma delas é o triunfo da análise/opinião: nos EUA, a noção de que o jornalismo está naufragando é uma falácia. Os gêneros meramente informativos, esses sim, estão ocupando menos espaço onde quer que seja, mas comentários e sua repercussão estão mais em alta do que nunca.

É a receita submetida aos jornais impressos mesmo em países emergentes, assombrados com o encolhimento do negócio no hemisfério norte _região do globo em que há muito menos gente recém-ingressada na sociedade de consumo, e logo, com um mercado bem mais restrito para expansão.

Por aqui (como na Índia, por exemplo), percebeu-se antes _muito em função da derrocada do negócio impresso em áreas mais desenvolvidas_ que era melhor desenvolver estratégias de contextualização e opinião. Não por acaso colunistas são frequentemente os abres de página dos periódicos brasileiros.

Outra conclusão do documento: o futuro da nova e da velha mídia estão mais entrelaçados do que muitos costumam pensar. Isso me remete à frase “o jornal vai dormir internet; a internet acorda jornal” com a qual defini, em 2006, a interdependência e complementariedade entre essas duas mídias.

Mais: em relevância, números absolutos e qualquer tipo de recorte, é ao mainstream que o público ainda recorre em sua maioria. Finalmente: a tecnologia tem o poder de mudar o foco da notícia mediante sua capacidade de ditar os ângulos da cobertura de um acontecimento. Enfim, muita coisa pra gente refletir.

Mais um sapato jornalístico voador. Que vergonha.

Mais um jornalista atirou seus sapatos num personagem de matéria _agora na Índia.

Impossível não lembrar de Bush e sua desventura que virou até jogo na web.

Uma vergonha: jornalista usando o pouco que lhe resta de seu “poder” (a legitimação, ou seja, a autorização para estar próximo de figuras do noticiário) para escancarar uma opinião pessoal…

É a típica pessoa que precisa ser afastada da profissão urgentemente.