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Somos vigilantes da verdade, mas o que é a verdade?

O New York Times levantou a questão: um jornal deve ser vigilante da verdade?

O grande problema por trás desse debate é: o que é a verdade?

Por mais que nos esforcemos em busca desse nobre objetivo, é possível estabelecer parâmetros confiáveis para realmente saber se atingimos esse patanar?

Escândalo de escutas ilegais reabre discussão sobre controle da mídia no Reino Unido

Como era de se esperar, o escândalo de escutas ilegais (e outras cositas más) perpetradas por veículos do grupo NewsCorp, de Rupert Murdoch fez recrudescer, na Inglaterra, a discussão sobre o controle da mídia.

Stephen Coleman, professor de comunicação política na Universidade de Leeds, aborda o aspecto de responsabilidade da mídia, mas abre uma avenida que pode transformar o mero controle: que a nova regulamentação se preocupe ainda em capacitar jornalistas e investir em pesquisas sobre ética e procedimentos.

“Não há nenhuma habilidade específica para se tornar um jornalista, mas padrões básicos que precisam estar no foco”, diz ele.

De recordação da cobertura, a foto de um corpo


Vergonha alheia: Oliver Harvey, repórter (?) do The Sun, tirou uma foto ao lado do corpo do ex-ditador líbio Muamar Kadhafi como recordação de sua “cobertura” do épico acontecimento.

Bateu aquela vontade de provar que realmente ele estava lá ou simplesmente é falta de senso profissional?

E não me venham falar em tabloides. Isso aí é caráter pessoal, não do veículo. E vale também praquele pessoalzinho que pega autógrafo e tira foto com jogador de futebol e congenêres durante o exercício da profissão.

Não são meus pares.

O escândalo do tabloide e a velha ética

ATUALIZAÇÃO: Em entrevista ao The Holywood Reporter, uma jornalista do News of the World conta como era o modus operandi da redação em busca de escândalos.

Vladimir Safatle faz a pergunta certa em artigo na Folha desta semana: a questão sobre o “News of the World” e o escândalo de crimes travestidos de reportagens perpetrados por sua (ex) equipe, hoje, é menor. O que os leitores têm direito de saber é se há outros veículos que agem como o (ex) tabloide de Rupert Murdoch.

Decidir “quem vai ser exposto e quem será conservado, quem vai para a primeira página e quem vai para a nota do canto”, como fala Safatle, é trabalho de edição. A obtenção de informações anterior a esse processo é que precisa ser absolutamente ética.

E não posso, aqui, colocar a mão no fogo por ninguém. Muito menos devido à agenda atual dos meios, em grande parte contaminada pelo jornalismo on-line e a ascensão de qualquer bobagem ao status de notícia.

Queira ou não, é a nova ordem. Como se mobilizar nela, entretanto, continua a ser um procedimento tão antigo quanto conhecido.

 

Considerações sobre o uso jornalístico de redes sociais

A American Society of News Editors detalhou, em dez tópicos, como enxerga a atuação de veículos jornalísticos em redes sociais.

A melhor consideração de todas, e que serve para todo o jornalismo on-line: “A ética tradicional do jornalismo é a mesma na web”.

É isso aí.

A câmera oculta e a ética no jornalismo

O avanço tecnológico e a consequente miniaturização de dispositivos popularizou definitivamente o uso da “câmera oculta” no jornalismo.

Assim como não é adequado um jornalista se passar por um personagem para obter informação, há quem questione a validade ética de se recorrer a um recurso que ludibria a confiança depositada em você por uma fonte.

É debate pra mais de metro, porque o ponto atual é: a câmera oculta passou a ser um fim, não um meio. Vulgarizou-se _e é muito mais fácil fazer jornalismo pegando os incautos no pulo.

É a discussão que o professor Martín Becerra levou ao jornal Pagina 12 em virtude de gravação clandestina que mostrou Luis Siri (a cara mais visível dos protestos sindicais que têm oposto trabalhadores e o diário argentino Clarín) achacando a direção do jornal.

Em português claro, pedindo dinheiro para não liderar piquetes como os que impediram a circulação do jornal há semanas.

O jornalismo e a exploração da prostituição

Ok, está no bojo da disputa política entre o Grupo Clarín e o governo de Cristina Kirchner, mas a informação de que o periódico arrecada um milhão de pesos mensais (quase R$ 400 mil) com classificados eróticos reacende o debate sobre a exploração da prostituição pelo jornalismo.

Na Espanha, outra estimativa aponta que os meios amealhem 40 milhões de euros anuais com este tipo de anúncio.

Aqui, onde não há restrições, alguns jornais fazem o possível para tentar evitar _mas é só dar uma passada de olhos pelos classificados para encontrar ofertas de sexo fácil.

É uma questão (mais uma) a ser encarada de frente pela profissão.

No ar, a sexta edição da Brazilian Journalism Research

está no ar a sexta edição da revista bilíngue Brazilian Journalism Research, com muito material interessante.

Destaco “O blog da Petrobras e o jornalismo: de que aspectos éticos estamos falando?“, de Edson Fernando Dalmonte, que se atém mais à opção da estatal por apresentar sua versão dos fatos diretamente à sociedade sem mediação do que propriamente a atropelos jornalísticos que a prática suscitou, como a divulgação das indagações do jornalismo profissional antes que as reportagens fossem publicadas.

A revista é publicada pela Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB).

A qualidade jornalística passa pela autorregulamentação, diz Unesco

Rogério Christofoletti comenta as publicações da Unesco sobre a qualidade do jornalismo no Brasil.

Diz a Folha que os documentos apontam a autorregulamentação como a melhor maneira para equilibrar e vigiar a qualidade editorial.

Vale dar uma passada.

Um dos maiores momentos da ética no jornalismo

Paulo Beringhs, da TV Brasil Central, pede permissão ao senador Demóstenes Torres para denunciar censura de seus patrões ao programa que apresenta, ao mesmo tempo em que indica o colega ao lado como conivente e seu potencial substituto.

Um resumo das razões pelas quais escolhemos essa profissão.