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Onde foi parar a equipe do tabloide criminoso?

Nesta semana fez um ano que o News of the World, tabloide de Rupert Murdoch, fechou as portas depois de um rumoroso escândalo que teve como tema central o uso de métodos nada habituais de investigação jornalística – como a quebra de sigilos telefônicos.

Roy Greenslade, no Guardian, conta onde foi parar e o que anda fazendo aquela equipe que, um dia, esteve à frente do jornal de um milhão de exemplares.

Escândalo de escutas ilegais reabre discussão sobre controle da mídia no Reino Unido

Como era de se esperar, o escândalo de escutas ilegais (e outras cositas más) perpetradas por veículos do grupo NewsCorp, de Rupert Murdoch fez recrudescer, na Inglaterra, a discussão sobre o controle da mídia.

Stephen Coleman, professor de comunicação política na Universidade de Leeds, aborda o aspecto de responsabilidade da mídia, mas abre uma avenida que pode transformar o mero controle: que a nova regulamentação se preocupe ainda em capacitar jornalistas e investir em pesquisas sobre ética e procedimentos.

“Não há nenhuma habilidade específica para se tornar um jornalista, mas padrões básicos que precisam estar no foco”, diz ele.

O escândalo do tabloide e a velha ética

ATUALIZAÇÃO: Em entrevista ao The Holywood Reporter, uma jornalista do News of the World conta como era o modus operandi da redação em busca de escândalos.

Vladimir Safatle faz a pergunta certa em artigo na Folha desta semana: a questão sobre o “News of the World” e o escândalo de crimes travestidos de reportagens perpetrados por sua (ex) equipe, hoje, é menor. O que os leitores têm direito de saber é se há outros veículos que agem como o (ex) tabloide de Rupert Murdoch.

Decidir “quem vai ser exposto e quem será conservado, quem vai para a primeira página e quem vai para a nota do canto”, como fala Safatle, é trabalho de edição. A obtenção de informações anterior a esse processo é que precisa ser absolutamente ética.

E não posso, aqui, colocar a mão no fogo por ninguém. Muito menos devido à agenda atual dos meios, em grande parte contaminada pelo jornalismo on-line e a ascensão de qualquer bobagem ao status de notícia.

Queira ou não, é a nova ordem. Como se mobilizar nela, entretanto, continua a ser um procedimento tão antigo quanto conhecido.