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O servente que virou fotógrafo

Ex-servente de uma academia e ex-lavador de carros, Bruno Itan, 22 anos, se notabilizou fazendo imagens como a acima. O rapaz acompanhou as intervenções (urbanas, sociais e policiais) no Complexo do Alemão, expôs seu trabalho na web e, agora, virou fotógrafo _com direito a exposição e tudo.

Bem por isso eu insisto muito na tecla de que a tecnologia tem, como poucas coisas, esse viés democrático. Se o seu trabalho é bom, e sabendo usar a rede para mostrá-lo, ele será reconhecido.

Muito diferente do tempo em que a sola de sapato era gasta não no trabalho em si, mas em busca de abertura de portas.

Google Rent, uma boa sacada que a rede ajuda a espalhar

A rede é maravilhosa por causa da facilidade que as boas ideias têm para se espalhar (e prosperar).

Como essa sacada genial de alunos da ESPM, que criaram o “Google Rent”, uma ferramenta simples e incrível que localiza imóveis à venda e para alugar com base num cadastro preenchido pelos próprios usuários.

Viva a rede.

Vamos resgatar a história do jornal Movimento?

Um grupo de jornalistas e historiadores está empenhado em resgatar a trajetória do jornal Movimento, que entre 1975 e 1981 desafiou a ditadura militar investindo em reportagens investigativas principalmente no campo dos direitos humanos e da consciência política. Foi, é claro, censurado (e muito), mas acabou eterno enquanto durou.

Outro aspecto valioso da experiência foi o sistema de autogestão. O Movimento, que acabaria conhecido como o “jornal dos jornalistas”, foi iniciativa de profissionais da área, sem patrão, sem capital pesado por trás de seu funcionamento _cerca de 300 colaboradores (ou “acionistas”) ajudavam a mantê-lo vivo.

A história do jornal, via Editora Manifesto, vai virar livro, mas para isso os autores estão procurando gente que colaborou com a publicação (dos repórteres aos acionistas, passando por vendedores de rua ou pessoas que tenham tido qualquer tipo de ligação com o veículo).

Gente capaz de dar depoimentos como o que reproduzo abaixo, que dão exatamente o tom do que se tratava trabalhar, ainda que indiretamente, numa publicação assumidamente de esquerda no Brasil dos anos 70.

“Foi com o jornal Movimento debaixo do braço que eu saí da casa dos meus pais e de São Paulo. Conhecer o jornal foi um salto de consciência do que estava acontecendo no país e no mundo. Virei vendedora porque sentia que estava fazendo algo importante, eu era parte da resistência à ditadura. Uma bela noite cheguei em casa, estavam no quintal queimando uma pilha de exemplares… Estavam minha mãe, meu pai, minhas irmãs, queimando tudo. Meu pai disse: ‘prefiro ver você morta a comunista’”.