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Para manter seu emprego, você aceita redução de salário?

Os trabalhadores da EFE rejeitaram o que parece ser uma tendência no jornalismo _ao menos na Europa e nos Estados Unidos, onde não há restrições legais para a prática: a redução de salário em troca da manutenção do emprego.

No Brasil, os protegidos pela CLT não podem ter rebaixamento salarial. Porém é real o arrocho nas redações, com a troca de profissionais por outros mais baratos ou promoções de cargo não acompanhadas da respectiva remuneração.

Isso sim é uma face preocupante da crise pela qual passamos.

EFE vai à Justiça para garantir integração de redações

A agência estatal de notícias espanhola EFE precisou recorrer à Justiça para concretizar, em sua futura redação em Madri (que deve ser inaugurada em 2012), algo que é realidade: uma integração de redações na qual os jornalistas editam informação em qualquer formato.

O sindicato de trabalhadores da empresa recorreu aos tribunais contra a integração, mas o próprio estatuto da agência, reformado há alguns anos, prevê que seus profissionais “apurem, elaborem, editem selecionem e classifiquem, sob critérios jornalísticos, informação de todo tipo e em qualquer suporte que possa ser comercializado”. Ainda cabe recurso à decisão.

A EFE deu lucro pela primeira vez em sua história de mais de 70 anos em 2006, 2007 e 2008. No ano passado, voltou para o vermelho (menos 1,6 milhões de euros).

Por economia, jornal abre mão de agência de notícias

O uso do conteúdo de agência de notícias sempre foi uma forma de jornais pequenos garantirem o fechamento de suas páginas, ainda que com material pasteurizado, não personalizado, produzido em série.

Há milhares de publicações no mundo que simplesmente não ficariam prontas diariamente não fossem os despachos de Associated Press, Reuters, France Presse e EFE, apenas para citar as quatro mais importantes.

Agora, estes mesmos jornais estão simplesmente cancelando seus contratos com as agências. É um novo sintoma da crise no jornalismo impresso nos Estados Unidos.

Foi o caso do gratuito Metro, que nos EUA publica edições em Nova York, Boston e Filadélfia e abriu mão do acordo com AP, que manda neste mercado no país. Na lógica da operação, o futuro da publicação está diretamente ligado a sua capacidade de produzir conteúdo original _ainda que a redação, minúscula (no ano passado, com queda de 30% no faturamento publicitário, 27 pessoas foram demitidas).

O Metro americano seguirá utilizando matérias de mais de 100 edições da empresa pelo mundo (inclusive o Brasil), além de conteúdo de Reuters e Bloomberg.