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Se o futuro do jornal é isso, danou-se…

Mostrado durante o congresso da Associação Mundial de Jornais, na Suécia, o formato 3030 foi saudado por gente do mundo todo como sendo o do jornal do futuro.

Confesso que não entendi nada.

O futuro do jornal impresso não passa, em meu entedimento, por soluções que priorizem sua forma, mas sim seu conteúdo.

Tornar o produto parecido a uma revista, positivamente, não resolverá absolutamente nada (a foto de duas pessoas lendo jornais em formatos diferentes chega a ser ridícula). O que está em discussão é qual será a agenda dos jornais impressos, que assuntos eles deverão priorizar.

Além do mais, como já vimos aqui, as possibilidade da popularização do papel eletrônico pode indicar que o uso de papel “de verdade” jamais será uma inovação, mas apenas uma sobrevida.

Mais um jornal se aventura no e-paper

O diário catalão Segre é mais um a lançar versão em e-paper, o papel eletrônico. Segundo o Infotendencias, a novidade deve chegar às ruas antes do verão europeu _ou seja, provavelmente no mês que vêm.

O desenvolvimento do produto está a cargo da empresa espanhola Protec.

Outro dia falamos sobre teste do papel eletrônico com leitores franceses. Vamos ver se a coisa anda e se populariza. Em caso positivo, aí sim é uma séria ameaça ao jornal de papel. Mas é coisa para longo (e bota longo nisso) prazo.

Franceses testam papel eletrônico

Francês lê no Metrô no papel eletrônico

Ainda na linha “o que suas operadoras de celular querem fazer por você (para ganhar mais dinheiro, claro)”, a Orange, principal empresa de telefonia móvel da França, já está testando desde 20 de abril o “e-paper”, ou papel eletrônico.

O assunto é legal porque junta conteúdo para ambientes portáteis e o fim dos jornais impressos, dois dos assuntos prediletos deste site.

O papel eletrônico da Orange, batizado de Read&Go (vídeo), tem capacidade para armazenar cerca de 200 jornais ou 30 livros. No vídeo fica claro que se trata de um palm top ampliado _a versão da foto acima, maleável, é mais charmosa.

Para fazer o bicho funcionar, a Orange trabalha com a tecnologia 3G associada ao wifi. É aí que essas empresas vão encher o cofre. Lembram? Mais tecnologia, mais e melhores aparelhos. Mais caros, que permitem maior tempo de navegação e uso de mais recursos. Contas maiores ao final do mês, resumindo.

O modelo francês (150 pessoas vão testar o “papel” por pelo menos dois meses) começa esquisito no que diz respeito ao conteúdo, porque publicações estão esfregando as mãos e anunciando pacotes móveis que podem beirar os 800 euros anuais. Enquanto isso, o mundo discute e se encaminha para a supremacia do US$ 0, ou seja, do grátis.

Quem está disposto a pagar por conteúdo levante a mão. Ninguém, né?