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O jornalismo e a pós-graduação

O mestre Alberto Dines acrescenta uma pitada interessante à batida discussão sobre a formação profissional de quem desempenha o jornalismo.

“Da mesma forma que antropólogos, sociólogos e cientistas políticos podem ser considerados historiadores quando fazem doutorado em história, porque não usar o mesmo raciocínio e converter a profissão de jornalista numa atividade com nível obrigatório de pós-graduação?”

É, de certa forma, um avanço interessante quando sabemos que os cursos de pós-graduação, cada vez mais, estão voltados para o desempenho prático.

A verdade é que a questão há muito tempo deixou de ser “quem pode ser jornalista”, mas “quem está disposto a ser jornalista”…

Eles não desistem

Nesta semana mais uma vez há a expectativa da apreciação no Senado, pela segunda vez, de uma PEC (proposta de emenda constitucional) que restitui a exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.

Que preguiça…

Tenha uma nova profissão: seja um jornalista!

“Não perca esta oportunidade, tenha uma nova profissão: seja um jornalista profissional!”

Um tal Sinaj (Sindicato Nacional dos Jornalistas) está oferecendo um curso de jornalismo grátis na internet.

Se o sindicato do A já é assim, imagina o do B…

A não exigência do diploma para o exercício da profissão não significa caminho livre para esse tipo de coisa.

Zzzz… a discussão da PEC do Diploma

Uma chateação certa para 2011: a discussão da “PEC do Diploma”.

Reproduzo release da Fenaj, repartição que diz ser uma federação de jornalistas, e sua batalha insana pelo reconhecimento do pedaço de papel. Nenhuma palavra sobre o que se ensina para obtê-lo. Indecente.
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A luta continua!     15/12/2010 | 23:01
Votação da PEC do diploma fica para 2011

Ainda não foi desta vez. A Proposta de Emenda Constitucional 33/09 – a PEC do Diploma – não foi a voto no plenário do Senado na terça e quarta-feira. Os apoiadores da campanha em defesa do diploma preparam-se para uma nova agenda de lutas e contatos com os parlamentares com o objetivo de buscar a aprovação da PEC no início de 2011.

“Os esforços da comitiva da FENAJ e dos Sindicatos nestes dois dias foram intensos, com contatos e articulações com o autor e o relator da PEC, diversos outros senadores e inclusive com o presidente da Casa”, conta o presidente da FENAJ, Celso Schröder. Fizeram parte da comitiva dos jornalistas, além de Schröder, os membros da Executiva da FENAJ Deborah Lima, Antônio Paulo da Silva e José Carlos Torves e os representantes dos Sindicatos dos Jornalistas de Alagoas, Município do Rio de Janeiro e da Paraíba, respectivamente Valdice Gomes da Silva, Sonia Regina Gomes e Rafael Freire, que também são diretores da Federação, além de Lidyane Ponciano, do Sindicato de Minas Gerais.

Embora houvesse quorum nominal no Senado nos dois dias, não se verificou a presença de 65 parlamentares em plenário necessária para apreciação de PECs. “Mas o quadro de apoios que já conquistamos nos dá a esperança de que a PEC do Diploma será aprovada”, comenta o presidente da FENAJ.

Aprovada na CCJ do Senado no dia 3 de dezembro de 2009, a PEC 33/09 prossegue na pauta. “Nossa orientação agora é de intensificar os contatos principalmente com os senadores que foram eleitos este ano e construir uma agenda de debates e eventos como atividades de final de ano e de pré-carnaval para que nossa luta prossiga em evidência na sociedade” informa Celso Schröder, complementando que o objetivo é retomar as articulações em torno da matéria já no início dos trabalhos do Senado, em fevereiro de 2011.

De novo, a bobagem do diploma

De novo aquela bobagem: a Espanha ferve porque descobriu-se que Sara Carbonero (a repórter televisiva do momento) não é formada em jornalismo.

Falta uma disciplina para que isso ocorra, revelou a mãe dela, Goyi.

Uma prova, perdida justamente pelo fato de Sara ter sido enviada para cobrir a Copa do Mundo da África, onde virou notícia e acabou beijada por um entrevistado _Casillas, seu namorado e goleiro da seleção campeã, a Espanha.

O debate pega fogo no jornal El Mundo, mas parece haver equilíbrio entre quem acha que o exercício do jornalismo exige uma graduação específica nisso e quem não acha.

Uma bobagem, como eu ia dizendo.

Professores que se recusam a ensinar defendem o diploma

Poucas coisas são mais anacrônicas que o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo.

Anacrônica porque a instituição vive num planeta que não existe mais: aquele em que um diplominha de jornalismo é fundamental para se trabalhar na profissão. Cobrem de desculpas esfarradas qualquer debate sobre o tema, sob o lema dane-se a formação, viva o papel.

Nosso compromisso (sim, o meu, como professor de jornalismo, profissão que desempenho há 20 anos) é com a melhoria da qualidade de ensino. Se pedaços de papel serão ou não necessários (e, se forem, é uma imbecilidade completa) é outro problema. Não quero garantir meu empreguinho. Quero, sim, ajudar pessoas a ingressar no jornalismo pela porta da frente, com embasamento.

A valorização do ensino universitário independe da exigência do diploma, isso fica para o empregador. Quem trabalha em redação sabe: jornalista se faz jornalista trabalhando. O ensino acadêmico, complementar e importantíssimo, não pode requerer condição de obrigatoriedade. Até porque é insuficiente para forjar um jornalista de verdade.

Educadores que deseducam, parem de ser corporativos e de olhar para o próprio umbigo. Vergonha de vocês.

Curso de jornalismo em 45 horas e R$ 40

Tudo o que segue abaixo eu vi aqui e só transcrevi, sem tirar nem pôr. Tire sua conclusão e me fale.

“Velocidade, tempo-real, hipertexto, interatividade, convergência de mídias… Essas são as principais características e tendências do jornalismo na internet que você vai conhecer e dominar no Curso de Jornalismo On-line.

Vai também saber que é possível compatibilizá-las com a redação de um bom texto, correto, atraente, para conquistar a atenção do leitor e tornar-se um Cyber Repórter de sucesso.

E mais:
* Vai perder o medo da tecnologia e conhecer ferramentas úteis para o jornalismo on-line;
* Acompanhando o trabalho de jornalistas bem-sucedidos no mundo, você aprenderá a planejar sua reportagem, organizar suas fontes e agir em situações críticas;
* Também vai aprender a produzir uma publicação digital e a ganhar dinheiro no ramo de Jornalismo On-line;

Com o apoio de professores, com exemplos práticos e exercícios, este é um curso ideal tanto para quem quer completar sua formação de Jornalismo, como para quem ainda não se decidiu pela carreira e quer conhecer melhor esta profissão tão promissora.

Os principais tópicos do curso de Jornalismo On-Line são:
* Introdução * Real Time * O Jornalismo na Era Digital * O Jornalista On Line * Sites úteis * Criando uma agenda de Fontes * Criando uma agenda de Pautas * Listas de Debates * Ferramentas úteis da Tecnologia * Utilizando a tecnologia ao seu favor * Produzindo uma Publicação Digital * O Planejamento * O Design * Hipertexto * Multimídia * Interatividade * O E-mail * Dicas para uma boa publicação digital * Classificados On Line * Ganhando dinheiro no ramo de Jornalismo On-Line * O Fim do Jornal Impresso?

Valor do curso completo: R$ 40 SEM MENSALIDADES
Pré-Requisitos: Nenhum
Carga Horária: 45 horas”

Filiação de não diplomados racha sindicalismo jornalístico

O sindicalismo jornalístico brasileiro está muito perto de um racha. E o motivo é bizarro: alguns sindicatos (com São Paulo à frente) passaram (em respeito à lei) a filiar não diplomados em jornalismo, mas que exercem a profissão.

Como todos nós sabemos, no Brasil o exercício do jornalismo é livre _como de resto, no mundo: o avanço tecnológico já tinha dado uma imprensa para cada um.

Dentro da Fenaj (a federação nacional da profissão) surgiu um movimento contra essa filiação, e o assunto será discutido em 27 de março pelo Conselho de Representantes, que quer proibir a prática.

Os motivos desse grupo eu entendo perfeitamente. Minha grande dúvida é saber o porquê de não diplomados em jornalismo decidirem se filiar a entidades da classe, o que se passa na cabeça dessa gente?

Como sindicalizado veterano, atesto a inutilidade da coisa.

Afinal, queremos um sindicato de diplomados em Jornalismo ou um sindicato de jornalistas? Ou não queremos sindicato? Nem precisa responder.

Lembro que me revoltava porque não aceitavam, lá pelos idos de 1992, sindicalização de frila, ainda que jornalista formado. Hoje entendi que o sindicalismo do jornalismo só se importa com quem faz xixi até a linha delimitada por ele.

Desta vez, ao menos em SP, foram razoáveis. E tem gente partindo pro casuísmo. Uma vergonha, não me representam e não falam por mim.

O maldito diploma…

E segue a discussão: um pedaço de papel é suficiente para habilitar alguém a trabalhar numa profissão? Reforço o apego ao pedaço de papel, excluindo as atividades que possam ter sido feitas no ambiente acadêmico…

Não, né?

Estudantes de Jornalismo lutam pelo diploma

Rolou em Santa Maria-RS, e tem como pano de fundo a decisão do STF sobre a regulamentação da profissão de jornalista.

Eu digo que pode ser qualquer um, desde que esperto e alfabetizado.

Um diploma é uma credencial que tem de ser relativizada.