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A história se repete

O Diário de S.Paulo, que um dia foi o Diário Popular, escancara sua crise e passa a ocupar, a partir do dia 14 de novembro, as instalações que outrora foram da Agência Estado, no Limão.

O jornal, numa parceria com o Grupo Estado, também vai a gráfica da casa para imprimir suas edições.

O curioso é que a história se repete: foi o Diário Popular quem ocupou o prédio, no centro de São Paulo, que servia à Redação de O Estado de S.Paulo quando da mudança para o prédio onde atualmente se encontra.

O jornal pós-noticioso

Alguém viu o novo Diário de S.Paulo?

O conceito vendido, o pós-noticioso, é difícil de entender.

Vendo a primeira capa (acima), nota-se claramente a decisão de abandonar o aconteceu ontem e investir em histórias próprias, ainda que lúdicas (para ser benevolente).

É uma tentativa que merece atenção.

Falamos mais no decorrer do período.

Em destaque, a nova ortografia

É uma vergonha, mas só agora, 15 dias depois, notei a arte pedagógica que o Diário de S.Paulo (registre-se: para nós mais velhos, o eterno Dipo) está publicando por ocasião da Nova Reforma Ortográfica (PDF). Notei não, Ricardo Viel e Carolina Araújo que me disseram.

No pé de matéria do Diário de S.Paulo, à direita, o box que esclarece a nova grafia de palavras

No pé de matéria do Diário de S.Paulo, à direita, o box que esclarece a nova grafia de palavras

O desenho não é original (a fórmula do hiperlink foi usada milhares de vezes), mas a iniciativa sim. É, possivelmente, a intervenção mais severa e visível de um veículo de imprensa na cobertura da recente com a mudança do vernáculo.

Mexe, inclusive, com a diagramação das páginas. Parece inibir, às vezes, mais ocorrências _como se os redatores estivessem escolhendo palavras (claro, imagine sua página cercada de hiperlinks por todos os lados).

Veja no detalhe: o verbete novo é realçado e leva a um pequeno quadro que, melhor editado, pode trazer outros exemplos semelhantes e ser ainda mais útil.

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Quanto aos meus recortes eletrônicos desta edição de ontem do Diário, só digo que quem não tem scanner caça com máquina digital…