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A Wikipedia não é mais aquela

Essa dica é do sempre atento Silvio Meira: artigo feito a oito mãos e publicado no final do ano pela American Behavioral Scientist (publicação especializada em artigos acadêmicos sobre comportamento humano) analisa a ruptura do modelo de colaboração que tornou a Wikipedia o que ela é hoje.

O estudo aponta que o complicado processo de admissão de contribuições tem assustado potenciais colaboradores – na verdade, sempre foi assim, mas aparentemente antes havia mais gente disposta a superar as barreiras às vezes intermináveis dos admins exercitando seu pequeno poder.

Há outro aspecto para justificar a crescente diminuição de voluntários (ao menos na Wikipedia em inglês): a demanda cada dia menor pela concepção de novos verbetes. Mas essa é outra história.

Quem quer saber o que você está lendo?

Aplicativos que compartilham tudo o que você lê com seus amigos no Facebook, depois de uma expansão extraordinária, estão baixa.

E alguns jornais estão descobrindo isso amargamente, casos de Washington Post e The Guardian.

A verdade é que é muito inconveniente ficar o tempo todo dizendo o que se está fazendo.

Não sei quanto tempo ainda leva, mas esse culto ao eu e à superexposição, certamente, não são sustentáveis e estão com os dias contados.

Números do velho papo sobre o declínio do impresso

Há quantos anos estamos falando em declínio de produtos jornalísticos impressos, em detrimento do on-line?

Bem, mostrar dados sem fazer previsões ainda vale. É a qualidade do megagráfico abaixo, que aponta o quanto o papel perdeu em mercado (nos EUA, bem entendido).

Válido.


Eleição no Brasil reabilitou o e-mail, diz empresa americana

O relato do trabalho da Blue State Digital na campanha de Dilma Rousseff, revelado por Fernando Rodrigues, tem um ponto que é sensacional _e que, se verdadeiro, derruba um paradigma recente de uso de ferramentas digitais.

Lá pelas tantas, a empresa que ajudou Barack Obama a se eleger em 2008 conta que, nessa incursão em eleições brasileiras, “ao se conectar a mais de 1 milhão de pessoas, o programa de e-mail produziu mais tráfego [audiência] do que o Twitter, Facebook e Orkut [da campanha] combinados”.

É uma informação que vai de encontro a tudo o que se anda escrevendo, analisando e levantando sobre o uso do correio eletrônico.

Ora, se numa ação específica durante seis meses foi possível atrair mais gente a um site usando o velho conceito de newsletter do que agregando pessoas em redes sociais, está seriamente em xeque a afirmação de que caiu assustadoramente o uso do e-mail, objeto de pensatas ponderando que a ferramenta foi abandonada pelo público jovem em detrimento, justamente, da vida conectada em tempo real nas mídias sociais.

Cabe observar esse fenômeno com muito mais atenção a partir de agora.

Se for isso mesmo, não só o mail, como a newsletter, estão plenamente reabilitados.