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Socorro, frente parlamentar defende volta do diploma de jornalismo

Estou me perguntando aqui qual a contrapartida que 184 deputados e 12 senadores receberão por compor a tal frente parlamentar em defesa da exigência do diploma de jornalismo para o registro profissional.

Pior, o grupo diz ter a capacidade de propor uma “lei de transição” entre o vazio com a acertada decisão do STF (o ruim é o vazio, a imprensa sem lei) e o modelo que desejam impor, o da volta da reserva de mercado, do pedaço de papel como passe para exercer a profissão _um curral inaceitável.

Tem gente de todos os partidos na jogada, o que é excelente (economiza saliva em qualquer discussão de botequim).

A universidade, enfim, deu um passo adiante e sugeriu mudanças efetivas nos cursos de graduação e posteriores. Afinal, caiu o diploma, não a profissão e, menos ainda, a formação.

Deixemos deputados e senadores pra lá.

Mudanças sugeridas para os cursos de Jornalismo brasileiros

É sem dúvida um avanço o mestrado profissionalizante previsto no documento entregue por comissão de especialistas ao ministro Fernando Haddad com sugestões para mudanças nos cursos de Jornalismo brasileiros. As propostas do grupo ainda terão de passar pela aprovação do Conselho Nacional de Educação.

O surgimento de cursos de especialização, para jornalistas formados ou outros profissionais, já é uma realidade no pós-queda do diploma específico para trabalhar na área. Haverá várias oportunidades a partir do próximo semestre, e o reconhecimento desse cenário é um grande passo.

A comissão recomendou também a ampliação da carga horária do curso _incluindo aí enfim um estágio supervisionado e regulamentado, uma lacuna que sempre tivemos no jornalismo.

Mas é melhor ler o que diz Rogério Christofoletti, que analisou todos os pontos importantes do documento.

Lembrete importante: tudo pode ser mudado na discussão posterior do CNE. Trata-se, portanto, apenas de sugestões.

Senac também “ensina” jornalismo agora

No meio da discussão sobre a exigência ou não de um diploma específico na área para se trabalhar em jornalismo (que o STF está na iminência de julgar), agora é o Senac quem oferece o curso de graduação na área, a ser cumprido em quatro anos.

Segundo a instituição, seus formandos serão aptos a trabalhar em “jornais, revistas, editoras, portais e sites de jornalismo e entretenimento, redes de televisão, departamentos de comunicação de empresas, assessorias de imprensa, redator autônomo”.