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Fósseis

José Roberto de Toledo aborda, em texto publicado ontem em O Estado de S. Paulo, os resultados de pesquisa de consumo de mídia encomendada pela Presidência da República ao Ibope.

E o que mais lhe chamou a atenção foi o enxugamento do leitor de jornal impresso (só 10% do país fazem isso quatro ou mais dias na semana) e a contradição entre o Facebook deter 31% das menções como “lugar onde você se informa” ao mesmo tempo em que as redes sociais estão na rabeira da credibilidade de informação.

É uma equação que, a médio prazo, parece não ter solução.

A pesquisa completa está disponível para acesso em PDF.

Os hábitos do brasileiro na rede

O IVC (Instituto Verificador de Circulação) soltou um estudo valioso sobre os hábitos de navegação e consumo dos brasileiros na internet.

O material pode ser baixado gratuitamente [PDF] e, ainda que exclua buscadores e redes sociais, tem indicativos interessantes sobre onde estamos e para onde vamos.

Como o mobile está mudando o consumo de notícia

Um material interessante que compara o acesso via desktop e mobile a Financial Times e Guardian.

A constatação, óbvia, é: vamos produzir urgentemente com foco em dispositivos móveis.

Nova classe média impulsiona venda de jornais no Brasil

Mais uma vez o bordão “é a nova classe média” serve de explicação, agora para o satisfatório resultado dos jornais impressos brasileiros, que em 2011 registraram um consumo 3,5% superior ao de 2012.

O detalhe aí é que foi a venda de jornais populares (os que custam menos de R$ 2) o que garantiu o fechamento (e num belíssimo azul, dadas as circunstâncias) positivo da mídia impressa.

Sabíamos, e faz tempo, que a ameaça ao jornalismo em papel (realidade na Europa e nos Estados Unidos) ainda está longe de acossar nações emergentes como a nossa.

Dados como os revelados agora mostram exatamente o ponto.

 

Qual é a do jornalismo infantil?

Até que ponto é eficiente a sistemática de alguns jornais impressos de manter cadernos infantis?

Algumas respostas são imediatas: se a ideia é (como já foi, em outros tempos) tentar cultivar um futuro leitor, neste caso nativo digital, o propósito tem tudo para ser um rotundo fracasso. Ler jornal não necessariamente amestra as pessoas para ler jornal – consumir um produto útil sim.

Por outro lado, do ponto de vista comercial, a criança é hoje um consumidor em potencial, com forte poder de decisão sobre as compras de seus pais.

Logo, faz todo sentido falar comercialmente com essa galerinha – e garantir a sobrevivência do produto jornal impresso em sua versão mais compreensível, para o público adulto.