Arquivo da tag: cauda longa

Folha Dirigida faz 25 anos. Viva o mercado de nicho!

Como hoje é feriado, não vou tomar o tempo de vocês: passo por aqui apenas para registrar os 25 anos da Folha Dirigida, um jornal de concursos que, muito antes da teoria da Cauda Longa de Chris Anderson, apostou num mercado de nicho e, os anos falam por si só, com sucesso.

Aliás, o nicho de concursos tem uma avenida a ser explorada na internet. Já tive a oportunidade de testar o interesse das pessoas pelo assunto. Claro, concurso significa emprego, que significa dinheiro.

Pense nisso (aliás, vale ler também o texto “Como a teoria da cauda longa se aplica ao jornalismo“, de Valdenise Schmitt e Francisco Antonio Pereira Fialho.

De graça, Chris Anderson fala sobre o preço zero

O mais recente livro de Chris Anderson, avisa Sérgio Lüdtke na rede Interatores, já está disponível para download gratuito.

Fala exatamente sobre o zero, o preço que, segundo o autor, ajudou a internet a revolucionar o mundo.

A obra chega envolvida em polêmica porque Anderson, editor-chefe da revista Wired (quem melhor cobre tecnologia no planeta), copiou trechos inteiros da Wikipedia, sem citação, em partes do livro.

Desculpou-se depois, dizendo que houve “um erro de edição”. Seus editores prometeram a correção para a segunda edição.

Anderson ganhou notoriedade após “The Long Tail” ou “A Cauda Longa”, livro de 2004 no qual discorre com bastante propriedade sobre o rumo dos negócios em tempos de internet, especialmente pelo ponto de vista de oportunidades que a web proporcionou. O resumo é o fim dos hits, mas a venda de milhares de produtos distintos. Daí a cauda.

Depois disso o jornalista e palestrólogo virou alvo. Dizem que cria conceitos apenas para se beneficiar deles depois _no caso de “Free: The Future of a Radical Price”, a matéria que apresentou a ideia foi publicada numa edição da Wired distribuída, ao menos em parte, gratuitamente, em fevereiro deste ano.

No geral, os livros de Anderson valem pela ideia central. Tanto a cauda longa quanto o preço zerado, ao que me consta, são realidades. Apenas que as obras não se sustentam como leitura. Nem de profundidade nem acadêmica nem nada.

Checar os resumos publicados pela própria Wired costuma ser mais produtivo _e ter o mesmo efeito.