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Um insight sobre o Wikileaks

Jeff Jarvis, professor da Universidade de Nova York (onde estão boas cabeças a refletir sobre as mudanças introduzidas pela tecnologia no jornalismo, como Jay Rosen e Clay Shirky) tem um insight sobre o fator Wikileaks, o projeto colaborativo na internet que tem como objetivo divulgar documentos confidenciais particulamente constrangedores ao governo americano.

“Quando os governos perceberem que os agora os cidadãos podem vigiá-los melhor do que são vigiados, veremos a transparência dissuadir atores ruins e ações condenáveis”.

Há uma revolução em curso, patrocinada pela tecnologia: o acesso de pessoas comuns às armas antes reservadas aos poderosos.

Difundir informação é uma das mais devastadores para efetivamente “mudar o sistema”, como se dizia no meu tempo.

Privacidade na web: que tal a gente no comando?

“Eu quero ter a possibilidade de controlar, publicar e estabelecer o sistema de acesso e as regras para o uso da minha odentidade on-line, permitindo a Facebook, Twitter, Linkedin, a qualquer um, acessá-la de acordo com as minhas regras”.

Assim falou Jeff Jarvis, numa atualizada análise sobre o estado da privacidade na internet, hoje o maior gargalo da rede.

Uma maneira de empacotar notícias

Jeff Jarvis, em seu Buzzmachine, nos mostra uma nova maneira de empacotar notícias.

Seguimos tentando buscar uma solução para os jornais impressos…

Resgate público dos jornais americanos é atraso, diz Jeff Jarvis

Jeff Jarvis oferece um ponto de vista bem interessante sobre o projeto de lei que em tese daria fôlego aos jornais americanos ao permitir que eles se transformem em entidades sem fins lucrativos _livrando-os de diversos impostos e os credenciando a receber verbas governamentais e repasses via programas públicos e/ou particulares.

Para Jarvis, o Newspaper Revitalization Act, apresentado pelo senador democrata Benjamin Cardin, apenas adiará o inevitável: a necessidade de os jornais se confrontarem com a ruína de seu modelo de negócios, destruído pela internet e o valor-notícia próximo do zero decorrente da penetração dela.

Outra preocupação do professor de jornalismo da Universidade de Nova York é bem pertinente: quem pode se candidatar a tornar-se “entidade sem fim lucrativo”? Um blog, por exemplo?

“No jornalismo, quem tem boas idéias é o público”

Um dos maiores especialistas em novas tecnologias (e o que elas estão fazendo ao jornalismo), Jeff Jarvis, que comanda o ótimo Buzzmachine, foi entrevistado nesta segunda-feira pelo jornal português “Público”. Vale a leitura atenta e completa do texto.

Entre as coisas que achei bacanas, ele tem sugestões radicais para jornais como o The New York Times sobreviverem (acha que deveriam ser focados no noticiário analítico de internacional), comenta sobre o livro que está escrevendo, “What Would Google Do?” ou “O que o Google faria?”, no qual aplica conceitos do gigante da Internet para negócios comuns, e defende a “sabedoria das multidões”, tão debatida hoje em dia. A ponto de disparar: “no jornalismo, quem tem boas idéias é o público”.