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A web não morreu

Lembra que ontem falei de um artigo da Wired sobre a morte da web e o avanço dos aplicativos móveis? Pois a tese está sob forte ataque.

Alexis Madrigal vai diretamente ao ponto em texto na The Atlantic: é a grana, estúpido.

E pensar que justo Chris Anderson, editor da Wired e defensor do preço zero na internet, teria formulado a hipótese (ao menos, é quem assina o texto, ao lado de Michael Wolff).

Sim, pontua Madrigal, revistas como a Wired podem fazer muito dinheiro usando aplicativos e serviços personalizados em dispositivos móveis.

Pra completar, Rob Beschizza detectou manipulação nos gráficos que ilustravam o polêmico texto de Anderson.

Mas lembre de Juan Varela, que crê (academicamente, até onde sei) na gradual desimportância da web como principal drive de conteúdo _e se vangloria de falar nisso faz tempo.

Vou deixar a palavra com especialistas.

Alguns blogs bons de se acompanhar (e desmascarar)

Quais os blogs mais legais?

A Time atualizou sua lista anual mostrando também aqueles diários que têm mais marketing do que conteúdo.

Ah, e preservou o lugar de destaque do Boing Boing, para mim o melhor de todos _e o que me fez chegar à descrição “coleção de coisas bacanas” para a plataforma.

Para ver e analisar.

O lado ingrato de ser repórter

Acusada de trapaça on-line para prejudicar um concorrente, a dona de uma loja de fantasias recebe uma equipe de reportagem da NBC News a caráter (vestida de coelho da Páscoa e com uma máscara fantasmagórica _há, ainda, muito provavelmente uma funcionária paramentada de Branca de Neve).

Só para lembrar alguns momentos em que é péssimo (e constrangedor) ser repórter. (via @BoingBoing)

Em defesa da liberdade na Internet

Hoje o editor do blog mais popular (e mais bacana) do mundo, o Boing Boing (indicado aí na coluna da direita) foi entrevistado pela Folha de S.Paulo e falou, além de seu livro “Little Brother” (disponível para download gratuito), sobre as pequenas liberdades da Internet _como baixar de graça um arquivo_ que estão sendo paulatinamente tomadas dos usuários.

“A Internet não é livre porque tem uma resistência inata à censura, mas porque as pessoas lutaram muito para mantê-la assim”, diz o jornalista canadense Cory Doctorow, 31 anos, no Boing Boing desde os tempos em que o produto era um fanzine em papel (1988).

Após migrar para a rede, em 1995, o Boing Boing virou um case de sucesso: tem, hoje, mais de 3 milhões de internautas cadastrados e pelo menos duas centenas de colaboradores fixos. Suas campanhas de conscientização de consumo tornaram-se famosas. Já deram, segundo o site, prejuízo milionário em contas canceladas ao Bank of America.

Agora, Doctorow alerta para a tendência de “autoritarismo crescente” na Web, rebatendo a conversa mole dos que pretendem controlar o tráfego de sites com conteúdo ilegal ou que disponibilizam downloads irregulares. Para o jornalista, é o primeiro passo para a censura integral da rede. Ele é um dos ícones do movimento que rediscute o valor dos direitos autorais no ambiente das novas tecnologias.

E é sempre legal ouvi-lo.