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400 infográficos do La Información

O espanhol Mario Tascón esta na linha de frente entre os que se dedicam a pensar o futuro das narrativas jornalísticas.

Em suas duas trincheiras _o jornal La Información e o blog de mídia 233 Grados_, sempre tem coisas interessantes a oferecer, de reflexão pura a manga arregaçada mesmo.

Ex-diretor digital do El Pais (outro jornal que sabe fazer bem as coisas na internet), partiu para a carreira solo e seu diário on-line completou um ano disponibilizando os mais de 400 infográficos multimídia que concebeu nos últimos 365 dias.

Tem coisa ruim, mas muito material inspirador.

Tascón é um provocador nato _a propósito, 233 graus (nome de seu blog) é a temperatura de combustão do papel.

O estado da blogosfera em infográfico

Os dados são antigos (dizem respeito ao estado da blogosfera feito pelo Technorati no ano passado), mas dispostos em gráfico oferecem boa (e resumida) informação visual (clique no gráfico para ampliar).

(o sempre solerte Michel Lent viu isso primeiro)

Presidente 40

Blog da editoria Poder da Folha de S.Paulo que ajudo a fazer.

Recém-nascido, ainda sem blogroll, por exemplo.

E, por vários outros motivos, criticado pela ombudsman do jornal, Suzana Singer.

O que você vai fazer amanhã às 12h?

O New York Times (via o maravilhoso blog fotográfico Lens) convida o mundo a enviar fotos tiradas às 12h (de Brasília) deste domingo e colaborar no que foi batizado (marqueteiramente) como um grande mosaico global, numa tradução livre.

Há temas sugeridos para quem quiser participar: religião, jogos, meio ambiente, família, trabalho, cultura, economia, cidade, assistência social.

É amanhã, às 12h.

Nem cito aqui pelo participar (o crowdsourcing, vindo de quem pouco fez por mim, tem pouco apelo). Mas acho que ver o resultado final é quase uma obrigação.

Futuro do jornalismo investigativo preocupa Bill Gates

Bill Gates, quem diria, está extremamente preocupado com o futuro do jornalismo. Do jornalismo formal, por assim dizer, já que ele apenas recentemente aderiu às redes sociais _e onde também se faz jornalismo, apesar que em boa medida replicando o mainstream.

Numa entrevista ao San Francisco Chronicle, o criador da Microsoft bateu na tecla da preocupante redução de investimento em reportagens investigativas, especialmente de temas “que o público não gosta tanto, como a saúde global”.

Leitor inveterado de jornais, Gates diz que a blogosfera não irá substituir os grandes grupos de mídia, que teriam a obrigação moral de acompanhar de perto temas relevantes para a humanidade.

Na mesma entrevista, Gates fala bastante sobre redes sociais. Vale a pena dar uma olhada.

‘Se um dia você duvidar do valor dos editores de jornais, olhe para a blogosfera’

“Há uma arte no que vocês fazem. E se um dia vocês duvidarem do valor dos editores de jornais, olhem para a blogosfera. É tudo o que vocês precisam ver.”

A frase é de Eric Schmidt, CEO do Google, em mais um dos inúmeros encontros com editores de jornais. E foi encarada como uma pitada de ironia.

A questão é: contra blogueiros ou contra jornalistas?

Cada vez mais blogueiros se autointitulam jornalistas

Já falamos várias vezes aqui que blog e jornalismo não são a mesma a coisa. Claro, há blogs jornalísticos, mas o simples ato de blogar não significa que se está desempenhando a profissão.

Na semana passada saiu uma pesquisa nos EUA segundo a qual 52% dos blogueiros se consideram jornalistas (um impressionante incremento com relação ao mesmo levantamento de um ano antes, cuja resposta positiva a essa pergunta bateu em 33%). Sem conhecer o conteúdo destes blogs, fica difícil dizer se o pessoal está viajando.

Mas é evidente, e como eu sempre digo, que a tarefa de apurar/analisar/difundir informação é direito fundamental da pessoa. Logo, talvez em algum momento mesmo um blogueiro que conduza um diário pessoal clássico faça jornalismo.

Sempre vai depender do conteúdo.

Nova York credencia jornalistas ‘eventuais’

A decisão do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, de credenciar jornalistas independentes para ingressar em repartições e eventos promovidos sob a tutela do município é excelente do ponto de vista de democratização da informação.

Abrir portas para iniciativas individuais é reconhecer que o ato de apurar/analisar/difundir informação é direito fundamental da pessoa, um velho mantra deste site.

A credencial de NY tem uma condição: o postulante precisa provar que cobriu, nos últimos dois anos, ao menos seis eventos. Ou seja, tem de ter a partir de 730 dias de sanha jornalística nas veia (apesar de, na média, a exigência corresponder a três por coberturas por ano _um luxo para quem camela nas redações).

No meio acadêmico brasileiro, já houve quem levantasse a voz questionando o porquê de blogueiros receberem o “status de profissionais diplomados”.

Eu sigo questionando por que motivo um diplomado em jornalismo é, necessariamente, melhor do que uma pessoa qualquer relatando/analisando/apurando um acontecimento.

Não há embate entre blog e jornalismo, entre on-line e jornalismo, entre cidadão e jornalismo. Jornalismo todos nós fazemos todos os dias, e desde sempre. As facilidades trazidas pela tecnologia é que evidenciaram esse processo.

Pesquisas escancaram mudança no modus operandi jornalístico

O Newspaper Death Watch chama a atenção para o fato de que três pesquisas quase simultâneas sinalizem claramente mudanças profundas no modus operandi jornalístico tradicional.

Apesar de serem 100% americanas, todas trazem dados que provavelmente, transpostos a um cenário global, corresponderiam à realidade.

A primeira aponta que sete em dez jornalistas estão usando sites de redes sociais para apuração e reportagem, 28% a mais do que aferido no ano passado.

Na mesma linha de mídia alternativa e jornalismo cidadão, outra sondagem descobriu que 90% dos jornalistas consultam blogs para procurar pautas.

A última, no nicho do “sei como se faz linguiça“, indica que 59% dos sites de revistas generalistas dos Estados Unidos estão na categoria “não são editadas e suas informações checadas como se faz na edição impressa” ou simplesmente “não são editadas nem checadas”.

História que se repete: recicle o calendário a cada 28 anos

Essa é da série Boas Ideias: sabia que a cada 28 anos o calendário gregoriano se repete? Então 2010 corresponde exatamente a 1982 _ano marcado pela performance da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo da Espanha. O time perdeu, mas ficou lembrado como um exemplo de excelência que deu azar (este ano tem Copa, e a final será exatamente em 11 de julho, como há 28 anos).

Para incentivar a reciclagem e o consumo responsável, uma ONG da Itália distribuiu calendários de 1982 “revalidados”. Evidente, a custa de mais papel. Mas a mensagem é ótima.

Uma sacada bacana que poderia até dar pauta jornalística: comparar aquela sequência de dias à atual. Quando se tinha ainda menos consciência ecológica, e futebol mais tosco porém revestido, anos depois, de glamour cult.

O Viu Isso viu isso primeiro.