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Quando o Google copia alguém, ganhamos todos nós

Fiquei sabendo esta semana, via Pedro Doria, que o Google está copiando o Bing, buscador da Microsoft que, apesar de deter 13% das buscas globais, ainda é quase uma curiosidade _ou você conhece alguém que o utilize?

A “cópia” começou na quase inócua possibilidade de aplicar um plano de fundo à anódina (e funcional) tela do Google, mas já chegou a um item bem mais importante: a disposição dos resultados da pesquisa de imagens, hoje apresentada de maneira funcional pelo site de Sergey Brin e Larry Page _e de forma idêntica ao buscador de Bill Gates.

É uma grande novidade, e a partir do momento em que o Bing demonstra que tem cérebro, a monocultura sofre mais um golpe.

Quando o Google copia alguém, fica claro que existe inteligência alhures.

Ganhamos todos nós.

Previsões para 2010: o ano em que cobraremos por conteúdo

2010 será, finalmente, o ano em que cobraremos por conteúdo?

Para alguns magnatas de mídia, certamente. A cruzada pelo pagamento por consumo de notícias, como se notícia fosse, por exemplo, música, move os últimos anos da vida de Rupert Murdoch _que rompeu com o Google e, mediante um acordo com o Bing, não vai sumir totalmente das máquinas de busca.

Richard Pérez-Peña faz, no NYT, uma análise coerente da escalada de acontecimentos que levou à drástica decisão de setores do mainstream (como o próprio NYT) a dar um tiro no pé e passar a cobrar pelo que os internautas sempre tiveram (e terão) de graça.

A constatação de especialistas ouvidos na matéria do NYT casa com a percepção geral de que conteúdo muito específico, como o econômico, o único que as pessoas não querem compartilhar, ou de nicho são capazes de prosperar num ambiente de payperview. Sites noticiosos generalistas, porém, dificilmente poderão se manter se adotarem a proteção do paredão pago.

Minha única dúvida é saber quanto vai custar, para a grande mídia, cobrar por conteúdo jornalístico. Será bem caro e sugere, de antemão, que haverá passo atrás.

É pagar pra ver.

A verdadeira muralha da China

Direto de Pequim, a jornalista Janaína Silveira desafiou a blitzkrieg do governo chinês à internet. “Hoje, não temos aqui Youtube, Blogger, WordPress, Google Reader, Twitter, Flickr, Ning, o recém-saído do forno Bing, sei lá o que mais”, conta.

O massacre da Praça da Paz Celestial fará dois anos amanhã, e o regime quer se prevenir banindo os sites que melhor espalham as novidades _aliás, a BBC fez um ótimo media criticism sobre a cobertura dos eventos que moldaram muito a visão posterior do mundo sobre a China.

Leia mais notícias sobre a internet e os 20 anos do massacre de Tiananmen

Opine: um jornal precisa de manchete todos os dias?

É um aspecto tão nefasto quanto as ameaças da Arábia Saudita à liberdade do trabalho de repórteres, que abordei ontem.