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Edição II – 11ª aula

Esta sexta (13/6) marca nosso último encontro antes da prova final (cujo conteúdo é o ministrado no semestre).

Vamos conversar sobre os pontos-chave do curso (jornalismo participativo, autogestão na Internet e microblogging/ambiente portátil) e refletir sobre os conceitos de edição expostos, além de avaliar os textos sugeridos discutidos em classe.

Nas tarefas do segundo tempo, aproveitem para fazer o que ainda não fizeram.

Edição II – Sétima aula

Nesta sexta (9/5), vamos conversar sobre o jornalismo para ambientes móveis, notoriamente o celular (“a terceira tela”).

Discutiremos o artigo de Mario Lima Cavalcanti e vamos tentar entender porque diabos sua operadora de celular lhe dá tantas facilidades para adquirir aparelhos mais modernos.

Aqui, no ambiente SMS, concisão e precisão são fundamentais. Como editar em 140 caracteres? O que o usuário desse serviço precisa realmente receber?

Mas não é só isso que o telefone móvel oferece. Há “clones” inteiros de sites da Web (cujo conteúdo foi apenas adaptado para a terceira tela) e outros, construídos em WAP, que parecem toscos olhando assim na telona, mas que são bem funcionais quando consultados em aparelhos em miniatura.

Falaremos ainda de jornalismo para mídia exterior (painéis em locais públicos) e suas características de edição. É um assunto praticamente inexplorado nos cursos de jornalismo. Mas que dele têm brotado empregos e especificidades para novos jornalistas, não há duvida.

Tarefas

1) Vá ao Twitter e simule, como se fosse redator de um grande portal, o envio de três notícias (no formato título + URL). Escolha entre UOL, G1, Globo, Terra, Estadão e IG

2) Conheça o Brasilwiki. É um site brasileiro de colaboração. Diferentemente do Wikinotícias, suas matérias são assinadas, e os textos não passam por várias mãos. Navegue pelo site e entenda seu funcionamento. Cadastre-se. Avalie a possibilidade de enviar alguma colaboração.

3) E o Wikinotícias? Matérias lá valerão nota no bimestre, não acabamos nossa missão ali.

Por que eles me dão telefones de graça?

Você sabe por que sua operadora de celular volta e meia lhe aparece com bônus extras, pontos de sobra, créditos e outras facilidades para que você adquira aparelhos mais modernos?

O IPTS (Institute for Prospective Technological Studies), que eu apelidei de Instituto de Estudos de Prospecção Tecnológica, da União Européia, se debruça sobre o tema para descobrir o que somos e o que seremos graças ao poder da Terceira Tela (a primeira foi a TV, e a segunda, o computador).

Fiquei sabendo pelo Infotendencias que, nesta semana, o órgão juntou, num workshop em Sevilha (Espanha), representantes de governos, operadoras de telefonia móvel, fabricantes de aparelhos e desenvolvedores de tecnologia.

Não houve especificamente essa conclusão, mas entendo que o célere incremento da oferta de produtos específicos para o meio portátil (essa sim uma unanimidade do encontro espanhol) é uma clara demonstração de que todos os lados _tirando, quase sempre, os governos_ caminham para o mesmo lado.

Ferramentas (leia-se: programas) mais atraentes sugerem aparelhos com mais recursos. Daí entra a operadora, desempenhando, de forma mais entusiástica do que abraça seu objetivo-fim, o papel de promotora de dispositivos móveis de último tipo. Prover conexões rápidas, seguras e estáveis, nada.

Se você tiver acesso a essa alta tecnologia, ela vai ganhar com isso. Por isso incendeia sua fúria consumista acenando com as facilidades do “preço zero“. E subsiando os seus _e os dela_ sonhos de consumo.

No que diz respeito ao conteúdo, o encontro em Sevilha detectou duas vertentes: uma, a miniaturização da Web. Ou seja, têm sido comum adaptações puras e simples de conteúdo já existente na Internet.

Mas o que interessa a uma pessoa que recebe torpedos noticiosos (há vários serviços na rede) ou navega na Web via telefone celular?

Notícias de última hora, trânsito, resultados de eventos esportivos, pílulas de economia real (cotações, reajustes de gêneros básicos) e serviços _de todo o tipo, de roteiro de cinema a horário de feira livre. Exige uma edição específica e criteriosa, portanto.

Isso o IPTS também percebeu: que aumentou a oferta desse tipo de produto, ou seja, um mix de editorial, serviço e entretenimento feito sob medida para quem administra todas as suas tarefas diárias da rua (ou, pelo menos, fora de casa).

Isso significa que os jornais em papel, que já tinham o desafio de criar conteúdos moldados para a Web, têm outro obstáculo premente a superar. Já tinham há tempos, não é um fenômeno novo. Mas é que nem sequer a dívida com a Internet _que chegou comercialmente ao Brasil em 1996_ foi paga.

No próximo capítulo, vamos falar de mídia exterior. Certamente você já topou com ela nas ruas ou mesmo num elevador.