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Audiência fake destrói credibilidade do mundo digital

Para que servem números robustos se eles não têm conteúdo?

É meu mantra eterno em redes sociais – copas do mundo de mais fãs ou seguidores não servem pra nada e são o combustível de compra de adesões ainda menos republicanas.

É assim também na web segundo a narrativa da Bloomberg, que investigou como internautas artificiais estão desidratando os investimentos de anunciantes em mídia on-line.

Os numerões são falaciosos: dados bem concretos sobre práticas como o remarketing mostram (sempre de acordo com a reportagem) que boa parte das impressões que embasam extraordinárias performances de ROI correspondem a bots, ou seja, não-humanos.

Há todo tipo de truque, até pop-ups do tamanho de um pixel, imperceptíveis.

Nas redes há um drama parecido: a terra onde um pacote de curtidas e retuítes está ao alcance de qualquer bolso, sem suor, não pode ser auspiciosa.

Números robustos sem conteúdo não valem nada.

As lições do hiperlocal

O hiperlocal não é uma moda, mas uma necessidade – são muitas as audiências de produtos jornalísticos que estão muito mais interessadas no próprio umbigo.

Mike Fourcher fez uma lista bastante legal de coisas que ele aprendeu praticando o hiperlocalismo na internet. O mais doloroso deles talvez seja a constatação de que os interesses desse público são muito mais diversos do que a gente imagina.

A desimportância das homepages, revisitada

Um novo levantamento nos Estados Unidos traz a última quantificação sobre a (ir)relevância das home pages para alavancar a audiência de fatos noticiosos.

Na média, 75% dos acessos ocorrem de fontes externas e, portanto, apenas 25% dizem respeito a notícias que o usuário viu na página principal e teve interesse em clicar.

Partindo desse ponto, a Associação Mundial de Jornais comenta o barulho provocado pela capa da última edição impressa da revista Time e diz que, entre as revistas, a primeira página ainda é a rainha.

Jack Lail fala sobre o assunto (o hábito das primeiras páginas) num post bastante recente.

Acomodação nas redes sociais

Será que, após tanto barulho, as coisas finalmente estão se acomodando nos sites de rede social, bombados por uma falsa percepção de que o mundo todo está ali falando sobre os assuntos que realmente importam?

Estagnado, o Twitter não representa mais o drive de audiência de outrora e, agora, a General Motors – um dos maiores anunciantes do mundo – avisa que deixará de promover seus produtos pagando ao Facebook porque essas ações simplesmente não ajudam a vender carros de verdade.

Um estudo quantifica o tamanho da encrenca: só 3% dos usuários da rede clicam em banners publicitários.

É o momento de se discutir o velho mantra de que essas ferramentas servem, para as marcas, como instrumentos de relacionamento – e a longo prazo, coisa que a urgência por cliques ou o ROI (retorno do investimento) publicitário, positivamente, não estão a fim de esperar.

O horário nobre do Twitter

O Scup avaliou uma base de 36 milhões de tweets em 2011 para concluir que o horário nobre do Twitter no Brasil é  entre 14h e 15h, de segunda a sexta. Veja mais dados abaixo.

Aprendendo a jogar

Responsável pelas operações do Facebook na América Latina, Alexandre Hohagen dá um choque de realidade em gente que, a exemplo de Carlos Nascimento, ficou indignada com o buzz provocado por Luíza, a que estava no Canadá.

“A nova mídia na verdade não determina qual a profundidade ou quais temas interessam mais para a sociedade. Novas tecnologias e plataformas digitais permitem, sim, o acesso ubíquo a um número muito maior de assuntos. Se assuntos como o intercâmbio de Luíza se tornaram relevantes, é resultado do que a sociedade se interessa em ler e compartilhar”.

Nascimento (a quem respeito muito), na verdade, está zangado porque não é mais ele quem define o que seu público vai ver, comentar e passar adiante.

Monomídia, rádio conquista audiência em 2011

Números do Ibope (adiantados nesta semana pela revista Veja) dão conta de que o rádio ganhou uma sobrevida no país: aumentou a audiência do veículo em São Paulo, Belo Horizonte e Brasília, enquanto no Rio, se ela não cresceu, ao menos não caiu.

O dado é interessante, mas simbólico: a audiência do rádio, hoje, não está só “com o ouvido colado” no receptor, mas também na internet, uma plataforma que oferece às emissoras muito mais do que a monomídia do áudio.

E são poucas as rádios que perceberam ter o poder de fazer jornal, TV e jornalismo on-line para captar a atenção deste novo público que usa seus dispositivos (como o celular) também para ouvir rádio.

Taí uma belíssima velha nova fronteira.

As dez mais lidas de 2011 no Webmanario

A coleção de dez textos mais acessados deste site em 2011 dá uma ideia da diversidade por trás destas linhas – por incrível que pareça.

Os dois campeões de audiência refletem o off-topic mais frequente aqui, a aviação – e a vida sofrida de quem é credor da massa falida da Vasp, mais especialmente. Também voei nas asas da Panair em 2011…

O periódico escrito a mão em meio ao caos do tsunami japonês é a grande história jornalística do ano. Fazemos isso por amor, confessemos.

Há, nesta retrospectiva fria dos textos mais acessados, espaço para atualizações que foram especialmente felizes em usar palavras-chave nos títulos – ‘curso de jornalismo a distância’ e ‘oferta de emprego’ que o digam, se bem que o último revela uma realidade devastadora da profissão de jornalista.

Mas no geral tá honesta a lista proporcionada por você. O Webmanario foi exatamente isso em 2011.

Até 2012.

Os dez posts mais lidos do Webmanario em 2011

Aviões e objetos históricos da falida Vasp, enfim, vão a leilão

A pauta esquecida: cemitério de aviões da Vasp

A morte de José Alencar e alguns segredos do jornalismo

No meio da tragédia, um jornal escrito a mão

Curso de jornalismo à distância em 28 semanas

Oferta de emprego

O jornal sem manchete

E na vida real, para que servem as redes sociais?

Uma lista de 15 bons sites jornalísticos

Violência abortada, prêmio Esso de fotografia em 2011

O poder das redes sociais na distribuição de conteúdo noticioso

Levantamento da eMarketer mostra o potencial da distribuição de notícias via redes sociais: nada menos do que 60% dos links compartilhados nessas plataformas remetem a esse tipo de conteúdo.

É apenas mais uma compilação que aponta para a mesma direção: que a produção jornalística precisa ser fortemente voltada para sites como Facebook e Twitter.

Uma vez me perguntaram porque os jornais competiam entre si para dar mais audiência ao Facebook. Puro desconhecimento: exibiri conteúdo lá tem um retorno, em seu próprio domínio, que muito provavelmente (em alguns casos isso já aconteceu) superará o do Google.

Uma ideia sobre a audiência de blogs no Brasil

A Boo-box, que se especilizou em exibir publicidade personalizada em sites, acaba de divulgar um estudo com algumas tendências sobre a audiência de blogs no Brasil.

Para observar com cuidado _além do óbvio interesse comercial, o levantamento admite ter monitorado apenas 15 mil páginas deste tipo publicadas no país, o que é ínfimo perto de seu universo.