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Um livro escrito a várias mãos na rede

Um livro colaborativo sobre jornalismo de dados está sendo escrito a várias mãos.

A previsão é que a obra, que em poucos dias já tem mais de 60 páginas, seja concluída até o final do ano.

Alguém aí se habilita?

(a dica é de António Granado).

Rolling Stone guardou o furo para o papel _e foi furada por todo mundo

O furo da Rolling Stone com o tresloucado (e agora demitido) general McChrystal exibiu claramente mais uma faceta nefasta da proteção de conteúdo considerado “exclusivo do papel”.

Na terça passada, quando a revista foi às bancas, o único lugar do mundo em que não se podia ler a notícia era o site da Rolling Stone _evidente que todos os outros veículos fizeram corretamente a lição de casa e replicaram seu explosivo teor (detalhe para Time e Politico, antípodas cronológicos da mídia, mas que agiram da mesma forma e publicaram não apenas a notícia, mas o PDF do furaço da RS).

A situação gerou uma discussão sobre roubo de conteúdo na web que meu mestre António Granado analisa, como sempre, de forma sucinta e clara.

Guardar o melhor para o papel, enquanto toda sua concorrência repercute o que você escreveu, tem um só nome: burrice.

O teaser qualificado (ou seja, com vídeos, áudios e mais o que couber na web) é o elo.

A confiança do público nas notícias

Essa eu deixo totalmente nas mãos do sempre atento António Granado, que descobriu esse interessante estudo da Reuters sobre a confiabilidade de noticiário.

Recorrente, surge a queixa de que a imprensa não explica suficientemente bem os assuntos que trata.

A se pensar.

Sugestões para o ensino de jornalismo

A dica é do @agranado e é bem legal: que disciplinas deveriam ser ensinadas a estudantes de jornalismo.

A economia do freelancer e o empreendedorismo jornalístico são, disparado, as sugestões mais auspiciosas.

Leitores acham jornais irrelevantes nos EUA

Esse dado detectado em pesquisa do The Pew Research Center é revelador: só 43% dos americanos acham que o fim do jornal em sua cidade teria impacto cívico na comunidade.

Ou seja, são os próprios leitores que estão dizendo que os jornais são irrelevantes Ou, pelo menos, que não cumprem o papel que deles se esperava).

E agora? 

(via @agranado)

Fim da era dos jornais, começo da era da corrupção

Dica de leitura de hoje de @agranado: fim da era dos jornais, começo da era da corrupção.

O autor, Paul Starr, faz aquela relação entre jornais fortes e governos democráticos e fiscalizados.

É o argumento principal daqueles que entendem que os jornais impressos precisam ser salvos a qualquer custo.

Tolos: eles se esquecem de que não existe mais esse monópolio. Governos e governados falam entre si diretamente, sem intermediários.

Comentário sobre os comentários

“As pessoas precisam ser detidas”, me disseram certo dia. E eu, conversando informalmente com um amigo que toca blog corporativo, aparentei estupor pelo fato de no site dele os comentários serem publicados sem moderação. Como assim, sem moderação?

As pessoas precisam ser detidas, sim. E o comentário é livre até onde vai a compreensão de liberdade do dono espaço.

Ótimo debate capitaneado por António Granado _lembrando que, como sempre, é na caixa comentários que a discussão ocorre de verdade.

Exemplo de interação

O António Granado deu a dica, e realmente vale a pena conferir essa reportagem em flash do “Jornal de Notícias” sobre prostituição masculina em Porto, Portugal.

Com todos os elementos multimídia conhecidos (entrevistas em áudio + texto + vídeos), a matéria mostra bem a potencialidade que o meio on-line dá a um trabalho originalmente nascido numa inanimada edição impressa.

O que os jornalistas precisam saber na selva da inovação

De novo, o atento António Granado descobre um texto bem legal sobre o que o avanço tecnológico está fazendo com o jornalismo.

No caso, Lisa Williams, do blog Idea Lab, escreve sobre as dez coisas que um jornalista deve saber para sobreviver na selva da inovação. Achei todas bem válidas. É importante ressaltar que o jornalismo está se transformando numa carreira tecnológica. Daqui a pouco teremos espaços de coworking em redações, e o trabalho em casa será incentivado.

Abaixo, um resumo com pitadas minhas na conversa.

1) A indústria da tecnologia vive de altos e baixos: não se empolgue com o desempenho positivo de algumas empresas. Se a economia for mal, o dinheiro _e os empregos_ irão sumir;

2) Empregos são temporários. Amigos são para sempre: tudo é reciclável na rede. Seu chefe de hoje poderá ser seu funcionário de amanhã. A tecnologia, nas palavras de Lisa, “oferece a possibilidade de reencarnar sem se ter morrido”;

3) Ninguém tem as qualificações certas: idéias novas estão sendo testadas em redes sociais, sites pessoais e blogs. São esses novos valores que as grandes companhias querem agregar. Suas habilidades pessoais são cada vez mais relevantes. Assim como, se parar de evoluir, você será substituído por alguém mais criativo;

 4) A lealdade a uma empresa é obsoleta: pense em projetos, não em postos de emprego numa empresa. Projetos interessantes são bem melhores do que companhias interessantes. Casar com uma firma, positivamente, é coisa do passado;

5) O tempo está ao seu lado, mas desde que você o use a seu favor: de nada adianta desperdiçar energia e horas de trabalho em soluções que terão pouca visibilidade ou utilidade na Internet. Já o contrário é a típica resposta de US$ 1 milhão;

6) Nada como destruir coisas: os fantásticos acertos tecnológicos só foram possíveis porque erros bisonhos estiveram por trás deles. Erre, erre e erre para, então, acertar. É a lógica também na web;

7) Leia o manual: sim, a tecnologia tem um lado burro e tudo costuma ser muito fácil de manipular. Numa era em que exigimos que repórteres filmem, gravem, apurem, escrevam, ler os manuais (seja de aparelhos, sejam tutorais de sites) é mais do que obrigatório;

8) Escreva o manual: serve pra tudo, desde ajudar seu leitor a utilizar seções de seu site até padronizar esquemas de trabalho. Estamos na era da documentação: não registrou, dançou;

9) Polivalência: saber “tudo sobre alguma coisa” é uma habilidade sempre premiada na Internet. Quanto mais assuntos você dominar e coisas souber fazer, melhor;

10) Faça o preço do seu produto ser zero: essa é a bola da vez da Internet, como preconiza o editor-chefe da Wired, Chris Anderson. Cobrar por conteúdo não está na agenda da web, pode ter certeza.

Este texto do IDGNow complementa nossa conversa e apresenta um novo profissional nascido com a web 2.0: o mediador de mídias sociais.

Jornalistas de papel em vias de extinção

Dica de hoje do mestre António Granado, do ótimo blog de comunicação Ponto Media: o número de jornalistas que trabalham em “redações de papel” nos Estados Unidos caiu 5% no ano passado e bateu em 52.600, a menor quantidade em 25 anos.

A redução dos postos de emprego foi, ainda, a mais expressiva desde 1978.

A pesquisa da American Society of Newspaper Editors detectou também que a ação afirmativa segue em alta no país de George Bush: a quantidade de profissionais negros nas redações não mudou entre 2006 e 2007  _segue na casa de 14%.

O problema é que isso não corresponde ao que se vê na sociedade americana.