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O malfadado algoritmo

Talvez o tema sobre o qual sou mais acionado para discorrer seja o funcionamento do feed de “notícias” do Facebook – hoje um poderoso drive que, para muita gente, significa o único contato do virtual para o mundo exterior.

O problema é que esse mecanismo está envolto por uma grande caixa preta e, mais, passa por modificações por todo o tempo.

De toda forma, Will Oremus esteve em Menlo Park e explica com suas palavras o que ele entendeu sobre essa misteriosa máquina de fazer virais. O resultado é absolutamente técnico, ciência da computação pura. Por essa narrativa, no final das contas, o algoritmo serve muito mais para prever do que para decretar.

O algoritmo oculto do jornalismo

Dave Winner (que vem a ser um dos primeiros blogueiros da história) escreve em seu Scripting News (um dos primeiros blogs da história) uma reflexão interessante sobre o duelo cada vez mais intenso entre jornalismo e tecnologia – o que permeia, segundo ele, os 20 anos da história da blogosfera.

E, como o jornalismo aparentemente aponta o Facebook como seu novo inimigo mortal, Winner tem uma tirada sensacional. “O jornalismo também tem um algoritmo pouco transparente: ninguém tem a menor ideia de sobre como se decide entre o que é e o que não é notícia”.

Os vários problemas do Facebook

A solerte Bia Granja traz um assunto interessante: o funcionamento do Facebook, que por um lado não permite que suas atualizações cheguem a todo mundo que te acompanha e, por outro, te mostra apenas postagens relacionadas a assuntos que você curte e compartilha, criando uma bolha isolacionista e entediante de conteúdo.

Conheça os robôs-repórteres

Existe uma previsão, sombria, de que algoritmos e robôs serão responsáveis por mais da metade dos textos hardnews do jornalismo on-line em dois ou três anos. Parece uma loucura, mas não é.

Texto de Sarah Marshall desmistifica essa realidade futurística com pinta de filme de ficção científica. Para os robôs brilharem, é evidente, antes um humano precisa dar as coordenadas.

Quem viu essa história primeiro, como de hábito, foi o colega António Granado.

Até os robôs podem ser parciais

Os algoritmos do Google fazem milhares de decisões diárias para ordenar os resultados de uma busca específica ou sua página inicial do Google News, por exemplo. Mas a ausência de humanos no processo não significa que estamos livres da parcialidade.

É o que nos conta Nick Diakopoulos num texto bastante interessante, ilustrado com exemplos de como, quando menos esperamos, esse trabalho dos robôs também é influenciado por hábitos pra lá de humanos.