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Notícias da Coreia

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Kim Jong Un ainda não apertou o botão (da bomba atômica), mas seus jornalistas publicam loucamente na KCNA, a agência de notícias oficial norte-coreana.

Óbvio que não fica nessa tristeza: o avanço da tecnologia deu aos cidadãos – até aos pobres norte-coreanos – meios de fugir dessa coisa funesta.

Fotojornalismo, modo de usar

Se conselho fosse bom a gente vendia, né? Não.

Como outro dia voltei a falar da Magnum (a superagência de fotojornalismo que tem dado duro para sobreviver _ainternet ampliou a concorrência de todo mundo), que tal dar uma olhada em algumas dicas de fotógrafos importantes que já tiveram o trabalhado distribuído pela companhia?

24 horas nas redes sociais

Videozinho de agência americana com algumas estimativas interessantes, ainda que sem referências. Por elas, o Facebook ganha 700 mil usuários novos por dia, enquanto o Twitter aumenta sua base em 300 mil no mesmo período.

Para nosso conhecimento.

Etiquetando o jornalismo


Curti essa provocação de Tom Scott: e se a gente pusesse adesivos nas matérias publicadas pelos jornais (sugiro uma versão eletrônica pra aplicar nos on-lines) com advertências do tipo “a pesquisa apresentada neste texto foi fornecida por uma assessoria de imprensa” ou “o jornalista não entende do assunto que está escrevendo”, entre outros?

Scott chama a etiquetagem de “tornar mais segura a leitura dos jornais”.

Todos os dias estamos fortemente expostos a receber essas etiquetas e, pelas circunstâncias em que produzimos nossos produtos, que atire a primeira pedra quem nunca passou por isso.

Atirou?

O que as assessorias de imprensa querem com a gente?

O que as agências (nome contemporâneo para os escritórios que gerenciam marcas, produtos e carreiras) querem com a gente, os jornalistas?

Fundamentalmente, duas coisas: nossa agenda e rede de relacionamentos e a habilidade de escrever coisas o mais parecidas possível com um texto jornalístico.

A combinação dos dois elementos é explosiva: sim, as assessorias de imprensa estão cada vez mais emplacando textos ipsis litteris, em boa medida com a colaboração do jornalismo on-line _este ente enfermo, sucateado e desprezado, que por falta de mão de obra acaba, deliberadamente ou por ineficiência, refém dos releases nossos de cada dia.

Até nos Estados Unidos, onde o trabalho nas agências sempre foi coisa de relações públicas (e eu repito: pra mim, assessoria de imprensa é coisa de relações públicas mesmo), cresceu a quantidade de coleguinhas empregados no negócio.

Entre 1980 e agora, subiu em 60% o número de jornalistas que trabalham em assessorias de imprensa (ao mesmo tempo em que as redações enxugaram em 40% seus quadros).

A leitura clara é que os negócios, não as notícias, estão pautando o jornalismo.