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Edição II – Sétima aula

Nesta sexta (9/5), vamos conversar sobre o jornalismo para ambientes móveis, notoriamente o celular (“a terceira tela”).

Discutiremos o artigo de Mario Lima Cavalcanti e vamos tentar entender porque diabos sua operadora de celular lhe dá tantas facilidades para adquirir aparelhos mais modernos.

Aqui, no ambiente SMS, concisão e precisão são fundamentais. Como editar em 140 caracteres? O que o usuário desse serviço precisa realmente receber?

Mas não é só isso que o telefone móvel oferece. Há “clones” inteiros de sites da Web (cujo conteúdo foi apenas adaptado para a terceira tela) e outros, construídos em WAP, que parecem toscos olhando assim na telona, mas que são bem funcionais quando consultados em aparelhos em miniatura.

Falaremos ainda de jornalismo para mídia exterior (painéis em locais públicos) e suas características de edição. É um assunto praticamente inexplorado nos cursos de jornalismo. Mas que dele têm brotado empregos e especificidades para novos jornalistas, não há duvida.

Tarefas

1) Vá ao Twitter e simule, como se fosse redator de um grande portal, o envio de três notícias (no formato título + URL). Escolha entre UOL, G1, Globo, Terra, Estadão e IG

2) Conheça o Brasilwiki. É um site brasileiro de colaboração. Diferentemente do Wikinotícias, suas matérias são assinadas, e os textos não passam por várias mãos. Navegue pelo site e entenda seu funcionamento. Cadastre-se. Avalie a possibilidade de enviar alguma colaboração.

3) E o Wikinotícias? Matérias lá valerão nota no bimestre, não acabamos nossa missão ali.

A terceira tela chega à Ilha. Agora só falta o conteúdo

Cubanos fazem fila para comprar telefone celular em Hava

Os tempos estão mudando mesmo: bastou Fidel Castro deixar o comando em Cuba e seus compatriotas já podem, entre outras pequenas “liberdades”, comprar telefones celulares (a imagem acima, da AP, mostra uma fila de gente atrás do aparelho).

Primeiro que isso me lembrou a corrida à telefonia móvel que eu mesmo presenciei quando o serviço se tornou acessível no Brasil_era preciso preencher uma ficha na lojinha da então BCP e aguardar ansiosamente uma cartinha lhe comunicando que a linha era sua.

Passado o momento nostalgia: a euforia cubana (na verdade, são poucas as pessoas no país que poderão pagar US$ 120 apenas para ativar uma linha) tem tudo para ser multiplicada por um trilhão quando conteúdos especialmente produzidos para a terceira tela _a primeira foi a TV, e a segunda, o computador_ desembarcarem lá.

Por conteúdo entenda não apenas programas de TV, filmes, vídeos e fotos (as galinhas dos ovos de ouro), mas também a parte que nos toca: textos jornalísticos curtos e com grande ênfase em serviço.

A produção de material jornalístico para o telefone móvel é a grande novidade oferecida pelo avanço da tecnologia no que diz respeito a nossa profissão. E um campo vastíssimo onde se concentrarão, além de potenciais investimentos, vários empregos nos próximos anos.

Por ora, sugiro a leitura do texto de Mario Lima Cavalcanti “Propostas para uma boa escrita jornalística em ambientes portáteis (PDF)“, que dá uma boa idéia da extensão e habilidades para se adaptar a esse novo mundo.

Em tempo: o uso do Twitter ou do Telog é uma excelente simulação de um ambiente SMS (short message service, o bom e velho torpedo). Chegaremos lá.