Arquivo da categoria: Jornalismo Colaborativo

Por todos, para todos

O cara que ajudou a mudar o jornalismo

Você conhece Phillipe Kahn? Muito provavelmente não.

Pois esse cara mudaria o jornalismo como o conhecíamos ao adaptar a câmera fotográfica para telefones móveis, em 1997.

Foi um passo decisivo para impulsionar o jornalismo participativo, que afinal de contas transformaria o nosso modo de entender (e usar) a profissão.

Salve, Kahn!

Mais uma foto manipulada, mas a culpa é do jornalismo participativo?

Quando acontece mais um caso de foto enviada pelo público que, no final das contas, era manipulada, surgem os arautos que enxergam no jornalismo colaborativo o apocalipse.

Quando sabemos que fotógrafos profissionais não se cansam se recorrer aos mesmos métodos, esse furor todo faz água.

A colaboração, o nome já diz, é uma via de mão dupla. Ambos, profissional e amador, têm responsabilidade sobre o conteúdo – mas a culpa, ora a culpa, será sempre da imprensa formal, a quem não faltam técnicas de checagem.

CNN bomba sua “rede social de notícias”

No quinto aniversário do iReport, seu canal de jornalismo colaborativo, a CNN anunciou mudanças no que chama de “a única rede social de notícias” da web.

Agora, os repórteres-cidadãos têm homes personalizadas que além de catalogar o material que produzem, facilitam o contato.

O iReport é, de fato, a experiência mais bem-sucedida de convívio pro-am que se tem notícia na internet,

Armadilhas da colaboração na rede

Investigação jornalística. É essa receita de Julien Pain para evitar que falsas notícias acabem indo parar nas páginas do Observers, site colaborativo francês.

Chato, mas sempre tem alguém usando o jornalismo participativo para tentar trapacear, seja enviando uma foto não original ou, ainda pior, um relato fraudulento.

No caso de quem trabalha no dia a dia com mídia social, monitorar o que as pessoas estão dizendo na rede pode significar minutos preciosos na antecipação de um acontecimento _desde, claro, que ele seja verídico.

Identificar o autor da informação, contextualizá-la e organizá-la são algumas dicas da Slate francesa para evitar barrigas vindas das redes sociais.

Outro aspecto bacana é o técnico: descobrir informações sobre imagens postadas (e isso não é muito difícil mesmo sem ferramentas pagas) pode, por exemplo, revelar uma data que inviabilizaria a associação com uma determinada notícia.

Mídia Cidadã 2011

Republico, abaixo, informações sobre conferência que considero relevante. Desfrutem.

“Os interessados em participar da II Conferência Sul-Americana e da VII Conferência Brasileira de Mídia Cidadã já podem submeter seus trabalhos ao evento que, nesta edição, tem como tema “Amazônia e o direito de comunicar”.

Assim como nos últimos anos, são várias as possibilidades de apresentação. Além dos artigos científicos e dos relatos de experiência, os participantes ainda podem mostrar os resultados práticos dos trabalhos em mídia cidadã na IV Feira de Mídia Cidadã e na III Mostra de Vídeos Cidadãos.

O período de submissão se encerra em 03 de outubro de 2011. Apenas os vídeos devem ser enviados mais cedo: até 16 de setembro deste ano.

O Mídia Cidadã 2011 será realizado entre 20 e 22 de outubr o, na Universidade Federal do Pará, em parceria com a Rede Brasileira de Mídia Cidadã e a Cátedra Unesco/Umesp de Comunicação para o Desenvolvimento Regional. Seu objetivo – ao reunir comunicadores, educadores, pesquisadores, estudantes das ciências sociais e humanas, representantes de ONGs, movimentos sociais, coletivos culturais e representantes da sociedade civil – é promover o diálogo entre as pesquisas produzidas no campo da comunicação social e as experiências de produção de mídia da sociedade civil, mercado e Estado.

Mais informações estão disponíveis no site da Rede Brasileira de Mídia Cidadã (www.unicentro.br/redemc, no link “2011”) e, também, pelo email midiacidada2011@gmail.com .

De como não gerenciar uma comunidade

Olha como não gerenciar uma comunidade em mídia social.

Ninguém é obrigado a fazer. Mas se você se pretende a fazer, isso é inadmissível.

O jornalismo cidadão não morreu

A academia trocou o estudo do jornalismo cidadão pelo de mídias sociais (onde as pessoas também fazem jornalismo cidadão), mas isso não significa que a participação do público no processo de apuração, análise e difusão de notícias tenha entrado em declínio.

Trabalho recente do Open Society Media Program, a cargo da pesquisadora Nadine Jurrat, reforça o papel de democratização que  meio digital e avanço tecnológico  vêm jogando atualmente.

Mapping Digital Media: Citizen Journalism and the Internet.

Correspondentes comunitários fazem a diferença

Vale a pena prestar atenção no blog Mural, obra do jornalista Bruno Garcez, que fez um treinamento com 20 moradores da periferia de São Paulo, agora convertidos em “correspondentes comunitários”.

Uma ótima ideia e que efetivamente traz algo de novo para o jornalismo.

Já tinha falado sobre o Mural no ano passado, mas vale a relembrança porque, agora hospedada na Folha.com, a página tem trazido material consistente e bastante interessante.

O jornalismo mostra sua cara no Tumblr

Já são pelo menos 160 os produtos jornalísticos que estão presentes no Tumblr, uma plataforma entre blog e microblog que tem experimentado um crescimento considerável de 2010 pra cá (o site foi criado em 2011).

O último foi o Washington Post, que seguiu os exemplos do The Guardian e do Los Angeles Times.

É mais uma plataforma em que o jornalismo vai precisar mostrar a sua cara. Basicamente, para convidar o usuário a participar diretamente do noticiário, compartilhando texto e imagens.

Nenhuma grande novidade, a não ser a facilidade de publicação.

Mas provocará barulho.

Clay Shirky: ‘Mesmo sem dinheiro, estamos na época de ouro do jornalismo’

Ainda tratado como “guru” (o que é um despropósito, trata-se de um pesquisador), Clay Shirky falou esta semana em Paris sobre as mudanças que a tecnologia impõe ao comportamento humano.

Para quem ainda não o conhece, Shirky escreveu dois livros importantíssimos sobre o tema (Here Comes Everybody e Cognitive Surplus, ambos sem tradução em português).

No que nos diz respeito, o jornalismo, Shirky sai do lugar comum: diz que a profissão vive seu melhor momento “ainda que não haja dinheiro”.

Para ler, guardar a refletir.