Arquivo do mês: dezembro 2014

A relação entre jornalismo e RP

Na era da convergência dos campos da comunicação, estudo do Instituto Reuters joga alguma luz na relação entre jornalismo e RP – concluindo que o jornalismo depende cada vez mais do trabalho de RP, que depende (por causa dos novos canais oferecidos pela tecnologia) cada vez menos do jornalismo.

Jornalismo sem jornalistas

O polêmico Jorge Lanata, um Michael Moore do jornalismo, conduziu há dias um bom programa sobre o ofício na era dos governos “progressistas”. Ele é o titular do programa de TV que, além de pedra nos sapatos da presidenta Cristina, já bateu em audiência até clássicos de futebol (programados para o mesmo horário por ordem de… Cristina).

“Só percebemos o que é a liberdade de expressão quando a perdemos”, diz Lanata.

O assunto, claro, é a Ley de Medios, o “controle social da mídia” que nossos vizinhos põem em marcha. E que admitimos debater no Brasil.

A partir de uma declaração da presidenta numa videoconferência que marcou a incorporação de um canal de TV russo (!!!) à grade da TV argentina, o programa discute o “jornalismo sem jornalistas”.

Daí aparece uma atriz representando a mandatária e põe tudo a perder. Como fica a discussão e a apuração jornalística ao lado dessa pantomima?

Livro sobre webjornalismo

livro_canavilhasAlguns dos pesquisadores mais interessantes na área do webjornalismo estão reunidos no livro “Webjornalismo: 7 caraterísticas que marcam a diferença”, disponível gratuitamente na rede.

Nomes como João Canavilhas, Paul Bradshaw e Ramón Salaverría, entre outros, acrescentam ingredientes a essa eterna discussão sobre as peculiaridades do meio e sete características que o constituem.

A história do jornal

Koenigs_steam_press_1814Antes que ele acabe: uma relação de links que passeiam pelo jornal e sua história.

Nostalgia da modernidade

O jornalismo deveria estar preocupado com a escalada do marketing de conteúdo (ou narrativa de marketing)? É o que tenta responder este artigo da Columbia Journalism Review.

A vida no circo em 1949

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É muito provável que hoje existam crianças que não sabem o que é o circo. Eu mesmo jamais fui a um.

Em 1949, porém, tratava-se da principal atração destinada ao público infantil. E esse ensaio da revista Life mostra de forma maravilhosa esse esplendor.

Entre as mudanças culturais, uma se destaca: hoje nem sequer é permitido aos poucos circos que restam ter animais como elefante e girafa.

O mundo ficou mais chato.

O presidente que manipulava a mídia

 

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Num tempo em que havia apenas uma mídia (o jornal), a trajetória de Abraham Lincoln de cidadão a presidente dos EUA (passando pelo candidato) é uma boa medida de como a moldagem de estratégias baliza a comunicação pública.

Lincoln foi um especialista na arte de “vazar” documentos (principalmente cartas nas quais redigia as mais diversas diretas e indiretas) e soube como poucos manipular a imprensa.

A construção da mensagem política

Um documento indispensável para compreender a relação entre mídia e política – e como a comunicação se tornou um elemento essencial do jogo eleitoral. Falo do documentário “Arquitetos do Poder” (2010), de Vicente Ferraz e Alessandra Aldé. Com direito a raríssimas imagens do primeiro horário eleitoral da história do Brasil, em 1974 (no frame que você vê abaixo, Ulysses Guimarães faz rima com o MDB, clique na imagem para ver) e várias discussões bacanas sobre essa coisa tão legal como votar.

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