Eles tentaram roubar a web

É dezembro de 1993, e o The New York Times anuncia ter descoberto o “mapa do tesouro” da era da informação: o browser Mosaic, desenvolvido pelo NCSA – laboratório de computação da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (EUA).

Por algum momento, devido ao sucesso do software (o primeiro a compreender a necessidade de ser compatível com o máximo de equipamentos), o criador da web, Tim Berners-Lee, acreditou que sua invenção estivesse sendo rebatizada.

A matéria no NYT não deixava dúvidas: a web estava sendo chamada, genericamente, de Mosaic. A mídia tinha abraçado o termo e, melhor, o produto: enquanto a web era de origem europeia, o navegador era genuinamente ianque.

O NCSA ainda tentou atropelar o Cern, onde Berners-Lee trabalhava, ao sugerir que devesse capitanear os primeiros encontros da comunidade WWW.

No final das contas, o núcleo criador do Mosaic na NCSA foi contratado por uma empresa que criou o Netscape, navegador que se não foi cogitado como sinônimo de web, abriu as portas para muita gente conhecê-la.

É um grande pedacinho da história da rede.

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