A rede social matou o flâneur on-line, diz Morozov

Muito boa a analogia de Evgeny Morozov no caderno Link, de O Estado de S.Paulo, de hoje: a forma como a internet está estruturada neste momento (a entronização da mídia social) matou o flâneur on-line, ou seja, aquele que surfava (lembra do termo?) pela rede em busca de lugares fantásticos.

É como ocorreu com Paris, cujas mudanças urbanísticas no século 19 mataram o flâneur que caminhava pela cidade, formada por estreitas ruas medievais que deram lugar a largas avenidas e grandes praças.

Morozov, diga-se, é odiado pelos libertários da web pelo livro A desilusão da rede: o lado obscuro da liberdade on-line, que tem como único pecado o pessimismo em excesso.

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