Arquivo do mês: novembro 2011

O rádio brasileiro em seis artigos

O Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) “invadiu” o Journal of Radio And Audio Midia com seis artigos que tratam de aspectos variados do rádio brasileiro, como digitalização, modelo all news e rádio comunitária.

Dá uma passada por lá pra ver se vale a pena pagar por algum trabalho (sim, os artigos são vendidos _ salve, Rupert Murdoch).

CNN bomba sua “rede social de notícias”

No quinto aniversário do iReport, seu canal de jornalismo colaborativo, a CNN anunciou mudanças no que chama de “a única rede social de notícias” da web.

Agora, os repórteres-cidadãos têm homes personalizadas que além de catalogar o material que produzem, facilitam o contato.

O iReport é, de fato, a experiência mais bem-sucedida de convívio pro-am que se tem notícia na internet,

Violência abortada, prêmio Esso de fotografia em 2011


A sequência acima, registrada por Epitácio Pessoa sob o título “Violência abortada”, conquistou o Prêmio Esso de fotografia deste ano (confira todos os premiados).

Conta o fotógrafo que o rapaz, com os braços amarrados para trás, seria executado pela dupla que, ao notar a presença da câmera, libertou o garoto.

Essa sim foi uma “matéria de serviço” de verdade.

O artífice do paredão pago

Bill Keller não desiste. Em entrevista à Folha de S.Paulo, um dos artífices do paredão de conteúdo pago do NYTimes _que tem, entre seus diferenciais, entrada aberta via mecanismos de busca e redes sociais_ faz a comparação errada entre o modelo do iTunes para vender música e a possibilidade de cobrar por material jornalístico generalista.

Música, relembremos, não é perecível e via de regra é executada centenas de vezes pelo comprador _que lê uma única vez o noticiário do dia (e só naquele dia) em muitos lugares disponíveis.

Feito o parêntesis, em boa medida a ideia de Keller tem prosperado (como falei outro dia aqui). É uma ótima notícia para o jornalismo que tenta desesperafdamente se tornar sustentável em outras plataformas que não papel, TV e rádio.

Quem disse que o Google+ é uma rede social?

O Google+ não é uma rede social. Quem garante é… o Google!

“Para nós, é uma plataforma que permite levar elementos sociais diretamente a serviços e produtos que a gente oferece”, afirmou Nikesh Arora, executivo-sênio da empresa, ao britânico Daily Telegraph.

è evidente o esforço do Google em fazer crer que não está competindo por atenção com o Facebook…

A história da diagramação de notícias na Espanha

Essa sim é uma obra que se enquadra no quesito “indispensável”: um panorama da história e evolução do design de notícias da imprensa espanhola, de 1758 a 1976, do especialista Juan Fermín Vílchez de Arribas.

A não perder.

Técnicas jornalísticas nas novelas

O coleguinha Aguinaldo Silva, também novelista, contou à revista Veja como usa técnicas jornalísticas na criação de seus folhetins televisivos _até recortar notícias de jornal. Ele foi repórter policial de O Globo e trabalhou na edição pernambucana do Última Hora.

Sobre a revista, confesso que a capa me chocou.

Abaixo, trecho da entrevista de Silva.

A repórter inescrupulosa Marcela (Suzana Pires) é uma resposta aos jornalistas de que o senhor não gosta?
Não! Mas ri muito quando alguém escreveu que não existe jornalista como aquela. Ora, trabalhei 18 anos como repórter. Desde os meus tempos, existem as jornalistas periguetes nas redações. Geralmente, são as que casam com os editores.

A experiência de jornalista, então, ajuda o senhor no trabalho de novelista?
Digo que sou jornalista e estou novelista. O que faço nas novelas é jornalismo. Meus personagens têm lide: quando entram, já avisam quem são, o que são e a que vieram. Além de criar em cima do que vivi, tenho a mania de recortar notícias que podem render novelas ou tramas.

O Globo de cara nova

Estreou ontem a nova home de O Globo _e um novo conceito on-line, priorizando a apuração/checagem acima da velocidade que muitas vezes joga um papel negativo no dia a dia em tempo real.

Um livro escrito a várias mãos na rede

Um livro colaborativo sobre jornalismo de dados está sendo escrito a várias mãos.

A previsão é que a obra, que em poucos dias já tem mais de 60 páginas, seja concluída até o final do ano.

Alguém aí se habilita?

(a dica é de António Granado).

Um paywall que funciona

Dados divulgados pelo NYTimes dão conta de que a cobrança por conteúdo esquematizada pela companhia está funcionando: as assinaturas full (jornal impresso + acesso integral ao site) cresceram 15% desde a implantação do sistema.

Aparentemente, oferecer o conteúdo on-line como um plus é a visão mais inteligente do que deve ser um paredão do conteúdo pago _do qual, via de regra, sou crítico feroz.

Neste caso, ao mesmo tempo dá-se uma sobrevida ao produto papel, tão combalido.

Assim, usuários mais “fanáticos”, digamos, pagam por todos os outros que seguem ingressando de graça no veículo via buscas no Google.