Armadilhas da colaboração na rede

Investigação jornalística. É essa receita de Julien Pain para evitar que falsas notícias acabem indo parar nas páginas do Observers, site colaborativo francês.

Chato, mas sempre tem alguém usando o jornalismo participativo para tentar trapacear, seja enviando uma foto não original ou, ainda pior, um relato fraudulento.

No caso de quem trabalha no dia a dia com mídia social, monitorar o que as pessoas estão dizendo na rede pode significar minutos preciosos na antecipação de um acontecimento _desde, claro, que ele seja verídico.

Identificar o autor da informação, contextualizá-la e organizá-la são algumas dicas da Slate francesa para evitar barrigas vindas das redes sociais.

Outro aspecto bacana é o técnico: descobrir informações sobre imagens postadas (e isso não é muito difícil mesmo sem ferramentas pagas) pode, por exemplo, revelar uma data que inviabilizaria a associação com uma determinada notícia.

Uma resposta para “Armadilhas da colaboração na rede

  1. Eu não entendo, e aqui devo deixar bastante explícito que sou novato na profissão, por que jornalismo colaborativo ou cidadão, como preferir, sempre está tão ligado a inserir o leitor na reportagem.

    A internet deveria ser usada para estimular a interação com leitores ainda na fase da pauta. Algo como expandir o que fazem áreas de serviços, que pegam perguntas de consumidores e vão atrás das respostas que eles querem, para outras editorias.

    Em vez de o leitor apurar a informação e enviar ao jornalista, que aí tem de se submeter a esses procedimentos que citou para não publicar bobagem, o leitor deveria estar mais presente na sugestão da pauta.

    Pelo Twitter, já aconteceu de um leitor da Máquina do Esporte me perguntar se o Fluminense estava com time pronto para disputar o Nacional de basquete. A pauta era jornalisticamente justificável, porque de fato havia interesse do Fluminense e busca por patrocinadores, então fui atrás.

    Apurei, publiquei e devolvi o conteúdo que o leitor queria ler. Ele, obviamente, adorou ter “participado” do processo jornalístico, ainda que fosse apenas na sugestão de um assunto.

    Digo tudo isso porque vejo muito mais esforço do jornalismo em inserir o leitor no envio do conteúdo pronto do que na sugestão dele, tirando do jornalista o papel que ele, em teoria, está mais apto a desempenhar: a apuração.

    Abraços, Alec!

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