Arquivo do mês: julho 2011

O jornalismo cidadão não morreu

A academia trocou o estudo do jornalismo cidadão pelo de mídias sociais (onde as pessoas também fazem jornalismo cidadão), mas isso não significa que a participação do público no processo de apuração, análise e difusão de notícias tenha entrado em declínio.

Trabalho recente do Open Society Media Program, a cargo da pesquisadora Nadine Jurrat, reforça o papel de democratização que  meio digital e avanço tecnológico  vêm jogando atualmente.

Mapping Digital Media: Citizen Journalism and the Internet.

321 anos de história dos jornais americanos

O infográfico acima mostra 321 anos de história dos jornais americanos, com link para mais informações sobre cada um dos mais de 140 mil jornais já publicados lá. Precioso.

A doença infantil do jornalismo brasileiro

O futebol é a doença infantil do jornalismo brasileiro? É o que defende Luciano Martins Costa em artigo no Observatório da Imprensa.

Óbvio que há uma generalização, mas com forte fundo de verdade.

O estado da internet, em infográfico animado


Muito bom o gráfico animado com o estado da internet global em quatro aspectos (censura, redes sociais, qualidade e conexões).

O concorrente dos jornais se chama Facebook

Sábias palavras de Juan Luis Cebrián, fundador do jornal espanhol El Pais e presidente do Grupo Prisa, que edita o periódico.

“Os diários já não dão notícias. Todo mundo já sabe as notícias quando vai ler os jornais. Os jornais explicam, fazem análises, debatem. O competidor da Folha não é o “Estado de S. Paulo”, é o Google, o Facebook, estes são nossos competidores reais. E não queremos admitir porque não sabemos como competir com eles”.

Ainda outro dia falávamos sobre o caráter de “jornal pessoal” do site de Mark Zuckerberg…

O escândalo do tabloide e a velha ética

ATUALIZAÇÃO: Em entrevista ao The Holywood Reporter, uma jornalista do News of the World conta como era o modus operandi da redação em busca de escândalos.

Vladimir Safatle faz a pergunta certa em artigo na Folha desta semana: a questão sobre o “News of the World” e o escândalo de crimes travestidos de reportagens perpetrados por sua (ex) equipe, hoje, é menor. O que os leitores têm direito de saber é se há outros veículos que agem como o (ex) tabloide de Rupert Murdoch.

Decidir “quem vai ser exposto e quem será conservado, quem vai para a primeira página e quem vai para a nota do canto”, como fala Safatle, é trabalho de edição. A obtenção de informações anterior a esse processo é que precisa ser absolutamente ética.

E não posso, aqui, colocar a mão no fogo por ninguém. Muito menos devido à agenda atual dos meios, em grande parte contaminada pelo jornalismo on-line e a ascensão de qualquer bobagem ao status de notícia.

Queira ou não, é a nova ordem. Como se mobilizar nela, entretanto, continua a ser um procedimento tão antigo quanto conhecido.

 

As contradições do jornalismo on-line

Pesquisa telefônica feita recentemente com editores de jornal nos EUA mostra uma contradição: eles dizem estar estudando meios de tornar o noticíário mais interativo e com participação do público mas, ao mesmo tempo, 45% admitem que não interagem com os usuários nas caixas de comentários dos sites.

Mais: os jornalistas admitem que a maior parte das decisões editorais são tomadas com base na resposta da audiência, o que significa que, de uma vez por todas, o jornalimo-on-lime assumiu o conceito de televisão para estrututar seu conteúdo.

Joe Sacco e os segredos do jornalismo em quadrinhos

Um dos maiores expoentes do jornalismo em quadrinhos, o maltês Joe Sacco esteve em São Paulo e falou um pouco sobre seu processo de criação.

Como, por exemplo, fotografar as locações que, depois, se transformarão em HQ.

Seu negócio vai mal? Contrata uma assessoria!

Quando o seu negócio vai mal, o que você faz? Muda procedimentos, busca ideias novas, troca pessoas?

Não! Você contrata uma empresa de relações públicas (as populares assessorias)!

Foi isso que a Associated Press (AP), a mais antiga agência de notícias em funcionamento, decidiu fazer.

Agora, sua marca será trabalhada pela Speed Communications, que tentará mostrar ao mundo a importância da velha escola de jornalismo.

É a saída fácil para qualquer crise. Resolve? Veremos.

Enciclopédia do futuro da notícia vai crescendo…

Lembram da Encyclo, um projeto do Nieman Lab que visa a catalogar termos que digam respeito ao futuro do jornalismo e à inovação na área?

Falei dela em maio, mas a coisa está crescendo a olhos vistos…