Arquivo do mês: junho 2011

Será mesmo o fim da matéria?

Essa aqui passou batida, mas é bem interessante: Jeff Jarvis, da Universidade de Nova York, discute o fim da matéria (no jargão jornalístico, como chamamos a reportagem).

Num longo texto, Jarvis (nosso velho conhecido, e que já há algum tempo não nos visitava nestas páginas) discorre sobre uma série de exemplos em que repórteres foram orientados a fazer exatamente isso _ reportar _ seja via Twitter, Tumblr, posts e fotos e vídeos em blogs etc.

A conclusão é que a conexão entre uma história não se perde se não nos ativermos à ditadura do textão fechado.

Tendo a concordar que a leitura, hoje, é fragmentada. A tese, portanto, me parece bem válida.

A cada minuto na internet…

…rola o que mostra o infográfico abaixo (em junho de 2011 e, em breve, desatualizado…)

(mais um achado de @cmerigo)

Wikidemocracia é bom, mas não é panaceia

Pedro Abramovay escreveu esta semana, na Folha, um ode à wikidemocracia _o incentivo a participação das pessoas, via internet, na discussão de políticas públicas.

Algo para ser levado bastante a sério, principalmente num ambiente em que o anonimato grassa e manipulações de toda sorte são fáceis de serem engedradas.

Brasil na ponta do crescimento da indústria da mídia

Estudo da consultoria PwC mostra que Brasil e China capitanearão o crescimento das áreas de mídia e entretenimento nos próximos cinco anos, com uma estimativa respectiva de incremento anual de 11,4% e 11,6%.

Definitivamente, somos o país do futuro.

Projeto quer dar mais visibilidade a jovens jornalistas

Vi num link patrocinado do Google, mas não deixa de ser interessante: o projeto Youth Journalism, que se propõe a dar espaço e apoio a jovens repórteres espalhados pelo mundo.

Evidente que o pano de fundo disso tudo é “doe dinheiro e colabore com essa gente”. Na verdade, a melhor colaboração é a exposição do trabalho.

Hoje, com o poder da rede, é muito fácil distribuir um grande trabalho jornalístico por aí. Depende muito mais dos jovens jornalistas do que de alguém que, de repente, resolva meter a mão no bolso.

http://youthjournalism.org/?gclid=CNjGtv6QpakCFQ0J2godHGfMwA

Obama leva internet na maleta a países que censuram a rede

Uma das iniciativas menos conhecidas, mas não menos importante, do governo Barack Obama está dentro de uma mala com aparência inofensiva.

O projeto “internet na maleta” está levando a países onde o acesso à web é censurado a possibilidade de criar uma minirrede com vasto potencial de acesso sem fio.

“Há uma oportunidade histórica de promover uma mudança positiva. Uma mudança que os EUA apoiam”, afirma Hillary Clinton, a secretária de Estado de Obama, que investiu por ora cerca de US$ 2 milhões no projeto.

O testamento dos que tombaram na redação

Na esteira do dramático passaralho no Ig (o portal teria demitido cerca de 30 pessoas ontem), é muita coincidência a compilação que a revista on-line Slate (excelente, por sinal) fez dos testamentos, ou melhor, das cartas que jornalistas enviaram a seus chefes após serem demitidos.

Poderiam figurar tranquilamente, e em posição de destaque, num museu da imprensa.

(o solerte António Granado viu primeiro).

O Facebook é o novo jornal das pessoas

É bom o insight de Vadim Lavrusik, que coordena a página dedicada a jornalistas no site de Mark Zuckerberg.

Aliás, o grande pulo do gato do site _e que significou sua explosão demográfica_ foi justamente a criação do feed pessoal de notícias.

O site tem intensificado seu trabalho junto a veículos jornalísticos, inclusive fazendo road shows em redações para demonstrar suas possibilidades.

Neste caso, não são as pessoas que acharão os veículos, ao contrário.

Tudo a ver com a nova ordem comunicativa mundial.

‘Primavera’ revigora o jornalismo no mundo árabe

É bom saber que o jornalismo pegou carona no movimento popular apelidado pela mídia de Primavera Árabe.

Na Tunísia, que botou um ditador pra correr no começo do ano, nada menos do que 70 empresas já pediram autorização para funcionar.

Na Líbia, onde Muamar Khadafi ainda resiste, até um jornal em inglês já está sendo editado (o país tem cerca de 80 jornais e revistas).

Nenhuma dúvida que a democracia é o ambiente mais propício para o exercício da profissão.

Volto já

Prometo que será logo…