Arquivo do mês: maio 2011

Jornais do movimento negro chegam à rede

Mais uma ótima iniciativa do Arquivo Público do Estado: o órgão digitalizou (e colocou na rede) 23 títulos de jornais e revistas publicados pelo movimento negro que circularam nas primeiras décadas do século passado.

Essa iniciativa se soma à coleção de jornais raros que o órgão já havia posto à disposição, assim como toda a coleção do lendário Última Hora.

Considerações sobre o uso jornalístico de redes sociais

A American Society of News Editors detalhou, em dez tópicos, como enxerga a atuação de veículos jornalísticos em redes sociais.

A melhor consideração de todas, e que serve para todo o jornalismo on-line: “A ética tradicional do jornalismo é a mesma na web”.

É isso aí.

Enciclopédia mapeia inovação no jornalismo

O Nieman Journalism Lab da Harvard University lançou uma enciclopédia sobre o futuro da notícia que não se dedica a meramente registrar a existência de meios de comunicação.

A ideia, segundo Joshua Benton (editor do laboratório), é construir os verbetes baseado na capacidade de inovação e boas práticas dos veículos.

No momento, já há quase 200 entradas na Encyclo, como foi batizada.

A produção jornalística e o Facebook

Como os jornalistas estão usando o Facebook para contar histórias?

uma olhada neste gráfico bastante interessante que repassa o tema.

Google patrocina memorial jornalístico no YouTube

A internet abriga, desde ontem, um memorial de jornalistas que morreram “perseguindo a notícia”, como o Google descreve no canal no Youtube criado em parceria com o Newseum, o museu americano da imprensa.

O projeto já nasce consistente, com várias histórias bacanas de serem lembradas.

Jornalista bom é jornalista vivo _nessas sempre me lembro de Assis Chateaubriand brifando Joel Silveira antes da partida deste para a cobertura da Segunda Guerra (“Não me morra, seu Joel, não me morra. Repórter não é pra morrer, é pra mandar notícia”).

Hoje a guerra é aqui: o maior número de baixas na profissão ocorre fora de zonas de conflito internacional, a mando de poderosos/criminosos.

As coisas mudam.

O estranho intercâmbio de imagens entre fotojornalistas

O El Pais espanhol publica uma interessante reportagem sobre um hábito (diz o jornal) “quase extinto”: o intercâmbio de imagens entre fotojornalistas.

O acadêmico López Mondéjar, ouvido pelo jornal, diz que havia esse hábito na Espanha porque “não se dava grande valor” ao trabalho dos fotógrafos até meados dos anos 60.

Por aqui, a prática ainda sobrevive, mas como aspecto corporativo: é comum profissionais salvarem a pele de colegas que perderam alguma coisa importante “emprestando” alguma imagem.

O problema é a espécie de “espionagem industrial” que ocorre quando o conteúdo que um veículo pagou para ser produzido acaba aparecendo num concorrente (ou em outro lugar qualquer).

Boas práticas de cobertura de conflitos

Só vi agora, mas vale muito: alguns exemplos de boa cobertura multimídia em zonas de desordem institucional.

Radiojornalismo hipermidiático

“Radiojornalismo Hipermidiático”, de autoria de Debora Cristina Lopez, está disponível on-line.

No livro a autora, que é da Universidade Federal de Santa Maria (RS), defende que o rádio “já não é mais um meio de comunicação monomídia, mas utiliza linguagem multimídia, dispositivos multiplataforma e novos formatos para o jornalismo.”

Em sua pesquisa, Débora analisou emissoras dedicadas integralmente ao jornalismo, como CBN e BandNews.

Um passo interessante para que repensemos o verdadeiro impacto da conectividade em todas as mídias.

Será o fim do NYT como o conhecemos hoje?

Há dez anos, Dick Brass (que foi executivo de Microsoft e Oracle, entre outros) previu que a última edição em papel do The New York Times seria rodada em 2018.

Normalmente palpites desse tipo estão fadados ao fracasso, mas ao menos suscitaram (no caso do NYT) uma onda de paródias e brincadeiras bem divertidas

Como as pessoas navegam em sites noticiosos nos EUA

O Facebook está emergindo como grande drive de audiência (ao mesmo tempo em que o Twitter declina), botões de compartilhamento de conteúdo funcionam mesmo e a quantidade de usuários fiéis (que retornam mais de 10 vezes num único mês) pode variar entre 1% e 18%.

Essas são algumas descobertas de estudo do Pew Research Center, que avaliou os hábitos de navegação dos usuários de 25 sites de notícias nos EUA.

Não serve como tábula rasa (até pelo caráter americanocentrista), mas dá alguma ideia de como as coisas funcionam.