Arquivo do mês: abril 2011

O álbum branco do jornalismo


Imperdoável a omissão deste site com relação à situação representada acima: a edição do argentino Clarín de 28 de março, um dia depois de um protesto sindical que impediu a circulação do mais tradicional jornal argentino (e um dos melhores e mais legais do mundo, em papel e na web).

São capas para a história _longe de serem inéditas, registre-se.

O mundo merece melhores jornalistas, é verdade. Mas governantes e sindicalistas democráticos são necessários também.

Qual a melhor profissão do mundo?

Para Gabriel García Márquez, é o jornalismo.

Impossível não concordar.

O jornalismo visual também para os jornalistas

Interessante a entrevista do mestre Alberto Cairo a Mario Tascón, no 233Grados.

De mais importante (e uma velha bandeira de Cairo), a necessidade de que o jornalismo visual seja praticado também por jornalistas, não apenas por ilustradores/artistas gráficos.

É por aí que nossos infográficos irão se aprimorar.

O jornal que morreu antes de nascer

Esta história é mesmo incrível: o Voz de la Calle, da Espanha, contratou 40 profissionais (vários foram tirados de outras redações) que trabalharam por três semanas sem salário acreditando em sua proposta (“aglutinar a esquerda transformadora”).

Agora, a empresa anunciou que o plano gorou e que não terá pernas para uma aventura impressa (vai tentar uma sobrevida apenas on-line).

E os jornalistas, como ficam?

Quem inventou as redes sociais?

Um post interessante relembra rapidamente a trajetória das redes sociais, a atividade on-line mais realizada hoje no mundo _e que mudou definitivamente a maneira como consumimos notícia.

Era 1979 quando Tom Truscott e Jim Ellis criaram a primeira rede de usuários na internet (ainda sem o nome pelo qual seria notabilizado). Basicamente, tratava-se de um mural de mensagens em DOS.

A web só surgiria nos anos 90, mas em março de 1995 Darryll Berry descreveu, num artigo acadêmico, como funcionariam as “redes sociais” futuramente.

Le Canard Enchaîné, viciado em papel

Excelente a lembrança do New York Times: entrevistar Claude Angeli, diretor de Redação do Le Canard Enchaîné, jornal semanal humorístico francês mas que também pratica a investigação _e dá belos furos de quando em quando.

O Canard foi uma de minhas leituras preferidas nos anos 80 e 90, durante as aulinhas de francês na Alliance da General Jardim.

Depois, veio a web, é justamente essa a matéria do NYT: o Canard só existe em papel (tá, até possui uma página, mas basicamente pra vender assinaturas e mostrar capas marcantes). Vai daí que sumiu do meu horizonte.

“Se a gente colocar nossas matérias na internet, quem vai comprar o jornal às quartas-feiras?, diz Angeli.

Materiaça.

Perguntas em títulos cumprem função jornalística?

Muito interessante a proposta do “Just answer the question“, um Tumblr que brinca com o uso de interrogações nos títulos jornalísticos.

De fato, se estamos fazemos uma pergunta ao leitor, cumprimos nosso papel de elucidar e contextualizar os fatos?

A dica é de David Butter.

Qual o problema do LinkedIn?

A “rede para relacionamentos profissionais” assusta qualquer incauto acostumado às funcionalidades do Facebook (e mesmo do Orkut, por que não).

Mesmo assim, já coleciona 3 milhões de usuários no Brasil _no mundo, a conta chega a 100 milhões, de acordo com dados revelados recentemente pela companhia.

Tão difícil de usar e preencher o interminável cadastro do LinkedIn é entender a aura de bom negócio que o cerca. Fundada em 2002 por Reid Hoffman, a empresa vai abrir seu capital em 2011 com a perspectiva de captar R$ 285 milhões.

O site, que fechou no vermelho em R$ 6,5 milhões em 2009, previu na papelada entregue à bolsa americana (pré-requisito para o lançamento das ações) que não espera lucro neste ano.

Hoffman, um dos empresários que financiaram Mark Zuckerberg no início do Facebook (é seu sócio minoritário até hoje), tem acrescentado novidades no LinkedIn.

Como uma área universitária, coincidentemente o pontapé inicial de Zuckerberg, e um feed personalizado de notícias recomendadas por contatos.

Agora, corre atrás de agências governamentais e ONGs para ampliar a carteira de anunciantes.

A interface nada amigável, porém, persiste.

Afinal, qual é o problema do LinkedIn?

Mais uma pensata sobre o paredão do conteúdo pago do NYT

Interessante leitura de Darmon Kiesow sobre o paredão de conteúdo pago erguido pelo New York Times em seu site: “a ideia não é proteger o impresso, mas promover a plataforma móvel”.

Vale ler.

Ainda sobre a crueldade oculta do jornalismo…

…a foto abaixo dispensa qualquer tipo de comentário. Mas é nosso trabalho.


E assim continuamos aquela conversa sobre obituários