Espanha discute ‘tornar normal’ o horário de trabalho dos jornalistas

Não sabia que a Espanha tinha uma “Comissão Nacional para a Racionalização dos Horários”, aliás, que eu saiba nenhum país tem uma repartição pública dessas.

Ignacio Buqueras y Bach, presidente do órgão, diz que sua tarefa é “sensibilizar a sociedade espanhola sobre a necessidade de usar melhor o tempo e racionalizar a agenda diária de maneira que sejam mais flexíveis e humanos e favoreçam a conciliação da vida pessoal, familiar e profissional”.

Buqueras assina texto em que inclui os jornalistas como beneficiários dos objetivos de sua pasta.

Diz que marcar entrevistas coletivas para depois das 18h implica “esforço adicional” para as Redações, cita casos de profissionais que foram rechaçados pelos filhos em detrimento das babás (quem, afinal, fica com eles) e replica citações de coleguinhas sobre a insalubridade de se jantar às 23h todos os dias, entre outras barbaridades incompatíveis com o exercício da profissão.

E a gente aqui, se perguntando por que o jornalismo parece ter piorado de uns tempos pra cá.

Santa burocra, Batman.

7 Respostas para “Espanha discute ‘tornar normal’ o horário de trabalho dos jornalistas

  1. Virei fã desse cara!!

  2. Porque não constratam funcionários com horários escalonados!? Acabar acho triste, porque a vida é mais interessante se tem seu curso normal seguido. A capacidade de dar a notícia na hora que ela acontece ainda é um fato festejado da modernidade e pos-modernidade, logo, complicado aliminar esta façanha em nome do conforto. Mas, também não acho justo profissionais mal remunerados ficarem até tarde nos trabalhos. Afinal, há vida além do trabalho. Para isso basta contratar profissionais para cobrir escalas…

    PS: há um erro aqui, se não digito o mail, não tenho como voltar na página apenas para acrescentar a informação, o texto se perde e tem-se que escrever tudo de novo!!!

    • No velho Diário Popular, hoje Diário de S.Paulo, em vias de extinção, houve um momento em que repórteres praticamente passavam caneta e bloquinho para quem o rendia.

      É uma prática humana, mas nada jornalística.

  3. Na cobertura do Caso Isabella Nardoni, eu também passava e recebia o bloquinho. Em certas situações, é humanamente impossível acompanhar 24h.

  4. Oi, Alec,

    Permita-me discordar do amigo. Como ex-colega de redação e hoje atuando em TV, que tem horários bem mais humanos, percebo que trabalhar em redação de jornal durante longos 12 anos foi uma baita experiência, empolgante, que recomendo a todos os jornalistas iniciantes. Não me arrependo dos fins de semana perdidos, das festas e eventos que não fui ou de como às vezes tive que me afastar até da família por causa de longos plantões.

    No entanto, estando fora de de jornal impresso diário há um ano e meio, percebo que a vida é muito maior do que as paredes brancas e sem janelas da redação. E que nada paga ter hoje mais tempo para fazer outras coisas que gosto e estar com as pessoas que são importantes para a gente.

    Abração!
    Adalba

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