Arquivo do mês: dezembro 2010

A penetração global das redes sociais

Faltou publicar, aqui, o mapa com a evolução da penetração de vários sites de redes sociais de junho de 2009 a dezembro deste ano.

Interessante que Rússia, China e Brasil, uma fatia de mais de 600 milhões de usuários de internet, ainda não tenham se rendido ao fenômeno Facebook.

Note como, no país do leste europeu (e só lá), a dominação é do Kontakte, casos da China (Q Zone) e Brasil (Orkut).

Os Anos Lula na Folha

Era pra ser uma mera transposição do conteúdo em papel para on-line, mas diante da abundância do material multimídia, resolvi abrir o site valorizando isso.

O especial Os Anos Lula está no ar na Folha.com. Registre-se que o termo “especial” significa automaticamente que todo o resto é ordinário. É um erro usá-lo.

Outra assinalação importante: o site não tem manchete formal.

WikiLeaks e Napster, um paralelo

O jornalista português Paulo Querido compara WikiLeaks e o Napster, uma provocação pertinente.

“A única forma de parar alguma coisa nela [a Internet] é desligá-la”, diz. É quase um mantra do sociólogo espanhol Manuel Castells.

O Paulo destaca ainda a “organização horizontal e reticular” da colaboração em massa na rede.

É exatamente isso que está mudando relações humanas e, possivelmente, a própria cabeça das pessoas. É essa a tal revolução de que tanto falam.

ATUALIZAÇÃO: Pedro Doria, em seu blog, também faz a mesma comparação.

Zzzz… a discussão da PEC do Diploma

Uma chateação certa para 2011: a discussão da “PEC do Diploma”.

Reproduzo release da Fenaj, repartição que diz ser uma federação de jornalistas, e sua batalha insana pelo reconhecimento do pedaço de papel. Nenhuma palavra sobre o que se ensina para obtê-lo. Indecente.
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A luta continua!     15/12/2010 | 23:01
Votação da PEC do diploma fica para 2011

Ainda não foi desta vez. A Proposta de Emenda Constitucional 33/09 – a PEC do Diploma – não foi a voto no plenário do Senado na terça e quarta-feira. Os apoiadores da campanha em defesa do diploma preparam-se para uma nova agenda de lutas e contatos com os parlamentares com o objetivo de buscar a aprovação da PEC no início de 2011.

“Os esforços da comitiva da FENAJ e dos Sindicatos nestes dois dias foram intensos, com contatos e articulações com o autor e o relator da PEC, diversos outros senadores e inclusive com o presidente da Casa”, conta o presidente da FENAJ, Celso Schröder. Fizeram parte da comitiva dos jornalistas, além de Schröder, os membros da Executiva da FENAJ Deborah Lima, Antônio Paulo da Silva e José Carlos Torves e os representantes dos Sindicatos dos Jornalistas de Alagoas, Município do Rio de Janeiro e da Paraíba, respectivamente Valdice Gomes da Silva, Sonia Regina Gomes e Rafael Freire, que também são diretores da Federação, além de Lidyane Ponciano, do Sindicato de Minas Gerais.

Embora houvesse quorum nominal no Senado nos dois dias, não se verificou a presença de 65 parlamentares em plenário necessária para apreciação de PECs. “Mas o quadro de apoios que já conquistamos nos dá a esperança de que a PEC do Diploma será aprovada”, comenta o presidente da FENAJ.

Aprovada na CCJ do Senado no dia 3 de dezembro de 2009, a PEC 33/09 prossegue na pauta. “Nossa orientação agora é de intensificar os contatos principalmente com os senadores que foram eleitos este ano e construir uma agenda de debates e eventos como atividades de final de ano e de pré-carnaval para que nossa luta prossiga em evidência na sociedade” informa Celso Schröder, complementando que o objetivo é retomar as articulações em torno da matéria já no início dos trabalhos do Senado, em fevereiro de 2011.

A Fox e o aquecimento global

Interessante: a Fox baixou um comunicado orientando a redação a não esquecer de contrapor, ao mencionar o aquecimento global, que os dados enfrentam divergências baseadas em estudos científicos.

Houve quem lesse a orientação como uma intervenção clara no editorial. Não é o meu caso: o jornalismo funciona melhor quando expõe mais ideias.

Incrível, mas aparentemente real: 100% dos brasileiros conectados estão em redes sociais

Pesquisa do Ibope realizada em setembro em 11 regiões metropolitanas do Brasil confirma dado impressionante que a Nielsen já tinha detectado: praticamente todos os internautas do país acessam redes sociais _a fatia das classes A e B somadas é idêntica à da C, 45% (10% desse público pertence às faixas C e E).

Apresentação de Juliana Sawaia resume o poder de penetração dos sites de relacionamento em nossas paragens. Realmente impressionante.

A revolução que o WikiLeaks não fez

Interessante o artigo de David Carr publicado originalmente no New York Times e reproduzido por jornais brasileiros ontem.

Não é verdadeira a percepção que de que a tática dos vazamentos empregado pelo site de Julian Assange seja uma revolução jornalística.

“Com o tempo, o fundador do site começou a compreender que o que norteia a cobertura dos eventos é a escassez e não a abundância”, escreveu Carr, um especialista em novas mídias e as mudanças que o avanço da tecnologia está trazendo ao jornalismo.

Há duas semana, num podcast, também falei um pouco sobre o modus operandi do WikiLeaks e saudei a união do que existe de melhor na nova mídia, justamente sua velocidade, com o melhor dos meios tradicionais, credibilidade e critério de edição.

Mas Carr agora põe os pingos nos is.

Leituras da semana

A edição 17 da Revista Animus, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM (a brava federal de Santa Maria-RS), está on-line.

Destaco o artigo “Os processos interativos no webjornalismo audiovisual: um estudo das contribuições dos colaboradores aos sites UOL, G1 e Terra”, de Juliana Fernandes Teixeira.

Boa leitura.

O papel do jornalista

Testemuhar, decifrar e interpretar.

Boas missões do jornalismo descritas por Timothy Garton Ash em artigo no El Pais.

Exatamente isso.

Infográfico de etnias numa metrópole

Um viva ao jornalismo visual.