Um movimento a favor do conteúdo original

Tem alguma coisa acontecendo.

A CNN recém anunciou que deixou o contrato com a agência de notícias Associated Press expirar. Antes, o Rue89 _site jornalístico colaborativo francês que acaba de lançar uma revista em papel_ já tinha aberto mão da France Presse.

A rede de TV pioneira no jornalismo a cabo tinha uma relação de 30 anos com a AP, uma cooperativa centenária bancada por grande parcela dos veículos americanos.

O Rue89 foi criado no dia da eleição Sarkozy x Ségolène (2007) por ex-jornalistas do Libération e desde então tem feito todo tipo de experimento, com excelente interação com seu público.

Para a velha mídia e para a nova mídia, abrir mão dos serviços de agências noticiosas presentes em todo o mundo significa clamar por conteúdo próprio e, portanto, exclusivo. Chega de pasteurização.

8 Respostas para “Um movimento a favor do conteúdo original

  1. isto parece muito bom, mas para abrir mão das agências e investir em conteúdo próprio imagino que seria necessário mais mão de obra, não? e temos notícias que as redações estão encolhendo cada vez mais…

    • Tatiana,

      Isso, fazer jornalismo com conteúdo próprio é bem mais caro. Estamos dispostos?

      • A grana é um grande problema, mas aí vem o dilema: Se não pra este lado do conteúdo diferenciado, pra onde correr para não se soterrado na avalanche de copy-cats da internet?

      • alecduarte

        Micael,

        meu professor Paco Sánchez é definitivo sobre este tema: as pessoas te buscarão pela originalidade do seu conteúdo, preserve sua identidade.

        abs

  2. Uhu! Exclusividade, reportagem, investigação, informação com conhecimento, contextualização.
    Não ao jornalismo declaratório, jornalismo de releases pré-fabricados.

    Mais histórias e menos blá blá blá

    Puf! Acordei. Deixe-me dar uma passadinha no G1 e no R7 pra ver se tá rolando pauta por lá. Bah.

    • E mesmo nos jornais, né, Carol? A pasteurização é global e disseminada. É difícil a gente fugir disso. Tem de haver um rompimento com essa ordem das coisas de ‘se a concorrência está dando, vou dar também’.

      bjs

      • Carol Rocha

        O pior não é dar o que a concorrência dá, mas dar com o mesmo enfoque. Nem para pensar noutros ganchos…
        Além da preguiça generalizada, há o medo de dar errado. Tem editor que confia mais na concorrência do que no repórter do seu veículo.

      • alecduarte

        Quando isso acontece (de um editor confiar mais na concorrência do que no repórter) está quebrada definitivamente a relação. Por problema de um ou de outro.

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