‘A invenção da internet é muito mais importante que a da imprensa’

Quando Arcadi Espada e Juan Varela se reúnem, claro que vêm reflexões boas sobre o trabalho jornalístico na internet.

Espada é taxativo: “Antes [do avanço tecnológico] se fazia um jornalismo pior”.

Sou bem partidário dessa tese, mas aplicada a tudo. Hoje é muito melhor do que ontem em qualquer aspecto.

Espada esculacha arroubos de nariz-de-cera em jornais impressos e critica a intenção de vários deles ao abordarem de maneira filosofal os temas do dia a dia. “A invenção da internet é muito mais importante que a da imprensa”, sentencia.

Varela também fez convites à reflexão. Primeiro: o jornalismo cidadão não existe. “Chega de confundir informação e jornalismo. Quem não se dedica profissionalmente ao jornalismo relata fatos na qualidade de fonte ou testemunha. Nunca como jornalista. A mediação jornalística é fundamental para esclarecer os fatos”. Para ele, nunca houve tanta desinformação sem reação do jornalismo formal”.

Leia mais sobre esse encontro que reuniu outros feras.

6 Respostas para “‘A invenção da internet é muito mais importante que a da imprensa’

  1. É muito presunçoso considerar que se uma pessoa não exerce um ofício profissionalmente ela é ‘menor’ do que o profissional. Conheço muita gente que atua diletantemente em certas áreas e obtem melhores resultados do que os chamados profissionais.

    A mediação jornalística não é exclusividade de jornalistas, pode ser muito bem exercida por amadores, desde que estes sigam determinados procedimentos básicos do jornalismo.

  2. Pingback: JORNALICES | Jerónimo blogging about Media & Journalism

  3. Parece que há mais de um espírito sincronístico rondando nossas mentes.

    Explico.

    Minutos antes de entrar neste seu blog, por outros motivos totalmente alheios à essa discussão, estava refletindo numa frase que aparece num dos meus jogos favoritos, o Civilization IV.

    A frase, atribuída a um certo Wendel Phillips diz assim no original:
    “What gunpowder did for war the printing press has done for the mind.”

    Cuja tradução livre e despretensiosa seria algo como:
    “O que a pólvora fez para a guerra, a imprensa fez pela mente”

    Agora me ocorre que talvez “printing press” pode se referir tanto ao jornalismo, quanto a própria máquina de impressão, mas isso não importa.

    O que importa é que estava pensando num adendo pra tal frase.

    Qual seria o impacto então da invenção da Internet? E o que exatamente ela estaria impactando?

    Vejo que os profissionais da comunicação já estão todos eriçados, se contorcendo, tremendo de excitação para dividir com o mundo suas divagações e ampliar seus públicos ad infinitum.

    Mas essa é uma faca de múltiplos gumes, se é que pode existir uma faca assim… rs (óh saudoso Vicente Matheus)

    No meu caso pessoal, que sou mero profissional da área de tecnologia, esses 15 anos de Internet ao menos serviram para ampliar os horizontes culturais de maneira exponencial.

    E acho que aí que reside o grande X da questão: o que antes só podia ser apreendido com horas de esforço e dedicação, hoje está disponível a um mero Google de distância.

    Os economistas diriam que se trata uma simples questão de subversão de custo/benefício. Até Adam Smith entenderia essa linha de raciocínio.

    Que me perdoem os acadêmicos, e outros puristas da Cultura, encarapitados em suas alegóricas torres de marfim. Melhor construir suas torres mais altas daqui pra frente, porque aqui no nível do chão, aquele dos réles observadores incautos (como eu), no mero rasteiro (como diria Tom Zé), aqui embaixo, ganhamos um novo canhão pra destroçar seus castelos, e ele se chama Google… rs

    Aaah, o culto do amadorismo.

    Deixando de lado a divagação pretensiosa, será mesmo que alguém é capaz de avaliar o impacto de uma revolução, bem no meio da dita revolução?

    Acho meio difícil. Mas é sempre divertido tentar…. =]

    Parabéns pelo blog, e espero que tenhamos chance de nos comunicar novamente dentro em breve.

    • Marco,

      Fato é que se trata do invento mais revolucionário de todos os tempos, não? Muito obrigado pela visita e, claro, estaremos por aqui a postos para ovas discussões.

      abs

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