Mais um obituário do jornalismo impresso

Quando as pessoas falam sobre determinada coisa com viés choroso e nostálgico, está claro que aquilo está fadado a desaparecer.

É o que fez o escritor espanhol Gustavo Martín Gazo, em artigo publicado esta semana pelo jornal El Pais. Ele falava sobre o jornal impresso.

“É difícil imaginar como seria nossa vida sem jornais impressos. Como teriam sido, por exemplo, as épocas obscuras de nossa história recente sem a ajuda a imprensa escrita. Sem o auxílio, acima de tudo, dos que mantiveram a crença em sua razão, na liberdade pessoal e nos valores democráticos. Pois exatamente isso devem ser os jornais: companheiros leais, discretos e sensatos a quem recorrer a cada manhã não apenas para encontrar justificativa para nossas ideias ou alimentar nossos rancores”, escreve Gazo num artigo, digamos, mimoso.

“Falar com as fontes, os rios e os animais. E assim brotar essas chamas que nos consolam de nossos pecados, nos acompanhem e nos ajudem a viver”, prossegue ele, que faz uma interessante relação entre a capacidade de narrar (inclusive com texto “literário”) e o apelo que os periódicos exercem hoje .

Um artigo que é quase um obituário do jornal impresso, um ode, um lamento em formato de chorumela. Vale a pena ler.

3 Respostas para “Mais um obituário do jornalismo impresso

  1. Se ele não falou que “nada substituirá o cheirinho do papel”, não é um bom obituário.

  2. Pingback: Jornais e memória: qual o futuro? » Ensino de Jornalismo

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