Arquivo do mês: dezembro 2009

Chutando números para inflar darlings da web

O jornalismo de tecnologia também sofre do mal que acomete outras editorias: tem o hábito de publicar dados sem se impressionar com eles, ou seja, questioná-los. Daí que a batata quente vai direto pro ar _e pros anais, claro.

Esse cara aqui foi mais um a pegar a gente em flagrante delito: dados apresentados numa matéria sobre o Facebook dão conta que 1,4 milhão de fotos são adicionadas ao site por segundo, o que dá 3,6 trilhões por mês, ou 20 fotos diárias para cada cidadão da Terra.

Um inventário ou equivocado ou distorcido, por que é imperativo, se o dado é verídico, identificar os heavy users (e hubs profissionais) e separar o quanto eles representam nessas atualizações.

O dado foi mudado na matéria depois e virou 2,5 bilhões de fotos por mês. Ou 30 bilhões de uploads anuais, o que num universo de 6,8 bilhões de pessoas representaria pouco mais de quatro imagens por habitante do planeta.

Bem mais crível, mas precisou do puxão de orelha… E que não podemos confiar na fonte, né? Uma mudança tão brusca sugere falta de perícia.

Mídia social, patrulhamento ideológico, visão de futuro e infografia animada: a semana no Webmanario

1. Três perguntas para Ana Brambilla: ‘Quem ignora o que o público diz em mídias sociais não pode ser jornalista’

2. Confecom, uma aberração

3. Visionário, Leo Bogart discorre sobre o presente em artigo de 1984

4. Um gráfico animado impressionante: a evolução da audiência do The New York Times no dia em Michael Jackson morreu

A evolução da audiência do NYT no dia em que MJ morreu

25 de junho de 2009 entrou para a história da web, assim como 11 de setembro de 2001. É certamente um dos dias de maior acesso global à rede. Pudera: Michael Jackson morreu.

Um vídeo impressionante registra a evolução da audiência do The New York Times a partir do momento em que a notícia foi confirmada. Loucura.

Só faltaram os números da audiência, né? Podiam ser um counter como o que contava as horas…

Mas no conjunto da obra representa bem o que podemos fazer na web, e com simplicidade.

Imagine ser jornalista, o game

Enquanto chafurdamos na lama e a profissão viva talvez o seu pior momento, foi lançado, com foco no público feminino, o game “Imagine ser jornalista“, que reforça conceitos de alpinismo profissional e glamourização que talvez expliquem exatamente porque estamos nesta m****.

Alguns detalhes retirados da embalagem do jogo:

– “Comece como colunista de um jornal local e termine como repórter internacional, liderando seu próprio programa de TV”
– “Encontre furos de moto e, na medida em que for progredindo, você o fará de helicóptero”
– “Participe de entrevistas coletivas e impressione os outros jornalistas”

Só faltava essa.

Uma aberração chamada Confecom

Felizmente as deliberações da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que termina hoje, em Brasília, não têm qualquer efeito prático _ servirão apenas como “sugestões” ao governo, empenhado em mudar o marco regulatório do setor (a seu favor, diga-se de passagem).

Há tantas bobagens entre as 6.094 sugestões debatidas que nem mesmo a internet suportaria a íntegra. Coisas do naipe da “criação do tribunal da mídia para julgar a impunidade dos crimes cometidos pelos oligopólios”, “coibir a exploração fantástica, principalmente, de fatos trágicos” ou ainda “que nas faculdades de jornalismo hajam conteúdos específicos ao chamado jornalismo social, para capacitar os profissional de comunicação a entender e transmitir o sentido das problemáticas sociais que vivemos”.

Tenho certeza que o documento final da conferência deve limpar em boa parte essa coleção de asneiras (pra não ficar tão feio). Mas é importante saber em que nivel anda o debate sobre a nossa profissão: escoando pelo ralo e capitaneado por entidades financiadas pelo governo arrotando regras que, fosse em outra situação política, seriam taxadas de autoritárias e descabidas.

Não reconheço nessas pessoas (há exceções, claro) autoridade para debater o tema. Pior, para politizá-lo. Muito triste.

Antes que eu profira palavrões, encerro o texto endossando as palavras de Paulo Tonet, da ANJ (Associação Nacional de Jornais), para quem o controle social da mídia já existe: “É o controle remoto e o jornal na banca. Fora disso é censura”.

ATUALIZAÇÃO: A Confecom terminou com a aprovação de 672 propostas. Não é possível que alguma não seja imprestável.

1984, guru da mídia faz previsões para o futuro dos jornais

Em março de 1984, a revista Editor & Publisher encomendou ao sociólogo e especialista em mídia Leo Bogart previsões para o negócio dos jornais impressos para dali a 100 anos, ou seja, 2084.

Ainda estamos a 74 anos do deadline do exercício de futurologia, Leo Bogart já morreu e, surpreendentemente, nem a Editor & Publisher resistiu _após 125 anos, a revista que analisava a mídia sob lupa fechou as portas, em papel e na versão on-line, na semana passada.

O Poynter resgatou o artigo de Bogart, e é irresistível checar o quanto ele foi visionário num tempo em que internet ainda era uma rede apenas acadêmica e militar e parecia muito longe das nossas casas.

Vou antecipar a resposta: não por acaso ele era o principal pensador da mídia em seu tempo. É impressionante a quantidade de previsões que simplesmente já se realizaram. Vamos lá? Começo com um resumo da previsão e adiciono meus comentários. Divirta-se.

1. Os jornais ainda serão impressos.
Em 2084? Improvável. O papel é um bem muito caro e com uma contraindicação importante ao ambiente, tema que tomou o espaço na agenda global e tem muito mais relevância agora. Mestre Philip Meyer, criador do jornalismo de precisão, já havia previsto que a última edição impressa de um jornal será entregue aos leitores no primeiro trimestre de 2043 (depois voltou atrás, mas enfim).

2. A substância em que os jornais são impressos não será baseada apenas em celulose.
Ahã: aqui Bogart dá um nó na primeira previsão e fala expressamente em “matérias-primas selecionadas para minimizar custos e efeitos colaterais ao meio ambiente”. Mesmo em 2084, é possível que ainda cheguemos lá. Hoje há até o papel reciclado, mas em qualidade muito ruim para jornais impressos.

3. As empresas jornalísticas serão abrangentes fornecedoras de conteúdo, em vez de apenas casas publicadoras.
Sem palavras, isso já aconteceu muito antes da previsão de Bogart. Na mosca.

4. Os jornais vão vender um percentual elevado da informação disponível a eles.
A criação e desenvolvimento da web e uma série de plataformas nos leva a crer que hoje isso também já acontece _conteúdos para a internet, para dispositivos móveis, para rádio, TV, impressos etc.

5. A cor de alta definição será disponível universalmente.
Para jornais impressos? Esqueça. A impressão em cor ainda hoje é um gargalo e um problema para os jornais. E dificilmente se investirá em pesquisa tecnológica para resolver o problema até 2084.

6. Produção descentralizada vai permitir jornais mais atualizados.
Isso já vinha ocorrendo há anos, com grandes veículos sendo impressos em diversas cidades para poder chegar mais rápido aos leitores e, também, circular mais “quentes”. Porém a tecnologia não resolveu o grave problema do horário de fechamento, que recua de forma inversamente proporcional ao avanço tecnológico. Logo, essa atualização a que se referia Bogart ainda não se concretizou.

7. Haverá um renascimento da competição entre os jornais.
Infelizmente, não é o que se vê (nem o que sugere o panorama nos próximos anos). O jornal está metido entre concorrentes mais atraentes, mas rápidos e mais fáceis de manipular e carregar. Entre si, não atraem mais tanto.

8. O sistema de distribuição será competitivo e global.
Sim e não. Aqui Bogart deu a entender que a distribuição física de conteúdo seria facilitada com o avanço da infra-estrutura aeroferrorodoviária, fazendo com que alguns jornais chegassem às bancas “várias vezes ao dia”. Esqueceu-se de problemas que se tornariam ainda mais graves, como o nó no trânsito das grandes metrópoles, que simplesmente impede a entrega de jornais no período da tarde, por exemplo.

9. O jornal vai incluir uma porção considerável de conteúdo personalizado.
Ainda não é global, mas taí o Niiu, o jornal impresso alemão em que cada assinante escolhe as notícias que quer no dia seguinte. Em termos de conceito, Bogart acertou de novo.

10. Os jornais continuarão a ser meios de massas.
Erradíssimo. Todo o oposto,os periódicos impressos caminham para ser um produto caro e de elite, para poucos.

11. O leitor vai pagar mais para ler o jornal, e os anunciantes, menos para bancá-lo.
O aspecto da previsão que fala sobre o produto ficar mais caro corresponde perfeitamente ao movimento que já assistimos agora. Naturalmente, o preço dos anúncios tende a cair se houver menos jornais nas ruas.

12.O conteúdo dos jornais será orientado para um leitor mais sofisticado.
De novo, uma previsão superacertada. O entedimento, tanto do meio acadêmico como o do profissional, é que o leitor de jornais é diferente do usuário de internet. E que o primeiro tende a ser mais seletivo, com maior escolaridade e nível de renda.

‘Quem ignora o que o público diz em mídias sociais não pode ser jornalista’

Ana Brambilla é minha dupla colega: é jornalista e professora de jornalismo. Mestre em Comunicação, acaba de assumir como editora de mídias sociais do portal Terra. Um desafio e tanto.

E é exatamente sobre mídia social (e jornalismo cidadão, assunto no qual Ana é uma referência) que versa meu bate-papo com ela (via e-mail), o primeiro da série “3 Perguntas Para” que aparecerão com frequência no Webmanario.

Na conversa, ela alerta sobre a importância de o jornalismo profissional estar atento ao que diz e produz e público. E faz uma defesa incondicional do jornalismo cidadão.

Já faz algum tempo que estou fascinado com o fenômeno lan house de periferia e a inclusão digital da população brasileira (NOTA: esta entrevista se deu antes que o IBGE divulgasse que as lan houses só perdem para as residências no acesso à web no Brasil). Já somos o povo que mais tempo passa na web, e nessa faixa social (classes C e D), o avanço na internet é imenso. Sinal de que a rede é um gênero de primeira necessidade ou de que faltam mais opções de entretenimento (notadamente as bancadas pelo poder público)? Até que ponto ficar muito tempo na web é sinal de avanço de um povo?

O tempo on-line, quantitativamente falando, não me parece suficiente para estimar o avanço intelectual de um povo – a menos que essa “intelectualidade” seja reduzida ao “saber mexer” com a tecnologia. É necessário entender, antes, O QUE esse povo anda fazendo on-line, qual o tipo de informação tem acessado, produzido, processado.

Qualquer um que já tenha entrado em uma lan house sabe que o uso de Orkut e MSN é soberano. Considerando que são plataformas de relacionamento e que em termos de contato humano, convivência é um dos traços mais característicos da brasilidade, estas plataformas digitais só vêm intensificar este cimento social de que o brasileiro tanto gosta. Ou seja: se ainda há dúvidas sobre a tecnologia aproximar ou afastar as pessoas, o uso intenso das mídias sociais pelos brasileiros mostra que a aproximação ainda prepondera.

Mas não fiquemos apenas no relacionamento. Há quem use o conhecimento da rede para aprender. Lembro de um vídeo bacana feito pela Regina Casé que mostra as lan houses da periferia e, nele, um rapaz conta que aprendeu a consertar bicicletas em tutoriais publicados no YouTube. Desde então, vem ganhando dinheiro com isso. A web estimula o autodidatismo. E para quem tem vontade de aprender mas não tem grana para investir em cursos, as lan houses podem ser boas salas de aula 🙂

O jornalismo profissional tende a considerar a mídia social uma falácia. Pouco importa o que as pessoas falam ou deixam de falar. O que perde um jornalista por profissão que ignora de própria vontade o que se diz em plataformas de publicação pessoal? Como a mídia social pode ser incorporada no dia a dia de quem trabalha com notícias?
Quem ignora o que o público diz em mídias sociais já devia ignorar o que este mesmo público dizia nas ruas. Ou seja: não pode ser jornalista. Afinal, a razão de existir do jornalismo é GENTE. O público é fonte, o público é (ou deveria ser) a finalidade do nosso trabalho. E se ele – ou o que ele pensa, diz – é ignorado por quem estás nas redações, melhor faz se desprezar o trabalho do jornalista.

Aliás, isso me faz pensar porque os sites noticiosos não estão entre os mais acessados na web. Será que o público se vê neles? Ora, a internet é o lugar onde o público, finalmente, pode se ver. Se o jornalismo praticado no meio digital for igualmente burocrático e limitado às fontes oficiais tal como grande parte dos veículos tradicionais, está fadado a ser engolido por sites de entretenimento ou mesmo pelas redes sociais nos relatórios de audiência. Como não estamos muito distantes disso, alguns veículos estão se dando conta de que devem estar presentes também nas mídias sociais.

E este é um despertar histórico. Afinal, será preciso quebrar paradigmas de linguagem jornalística, de critérios de noticiabilidade, ou seja, conceitos seculares da profissão que mexem nos brios de quem se diz mestre na “arte” de transformar a realidade em notícia. Enquanto empresas de comunicação de vários países contratam seus editores de mídia social, há quem esteja vendo neste novo colega uma oportunidade de expandir a visibilidade de seu próprio trabalho, há quem esteja temendo por novas obrigações em troca do mesmo salário.

Não agradar a todos é natural, J.C. provou disso (não, não me referi a Jornalismo Colaborativo, embora ele também não tenha agradado a todo mundo).

Mas a minha visão da equação jornalismo + mídias sociais é de total interdependência. Jornalista que não souber/quiser/gostar de incorporar as mídias sociais no seu trabalho, não terá lugar no mercado.

Em relação a como as mídias sociais podem ser incorporadas no dia a dia de quem trabalha com notícia, creio em 3 vertentes:

– apuração (busca por fontes, personagens, pautas, testemunhos, opiniões);
– veiculação (linguagem adequada às mídias sociais, grupos e momentos certos para divulgação de determinadas notícias);
– feedback/relacionamento (é muita informação espontânea e barata – na verdade, de graça! Por que não aproveitar para MELHORAR o meu trabalho? E por que não trazer esse aliado para MAIS PERTO da minha rotina profissional?).

Você acompanhou bem de perto a trajetória do Ohmynews, projeto que podemos considerar modelo em jornalismo participativo. E sabe que eu tenho várias restrições a ele (a principal, o adestramento de cidadãos para que se comportem como repórteres, quando a improvisação e desconhecimento de vícios e liturgia da profissão me parecem mais adequados à tarefa). Outro dia o Paulo Querido, jornalista português, disse que o jornalismo cidadão “dá uma notícia por ano”. Eu também tenho aquela sensação e que a noção de notícia de quem colabora com sites jornalísticos é do tipo meu-cachorro-fez-xixi-no- poste. De Gillmor a Querido, passando pelo Ohmynews (que estaria moribundo financeiramente, não?), você também não se decepciona com a qualidade da colaboração na nossa área? Que projetos colaborativos você referendaria hoje como modelos a serem observados? E o Ohmynews, que destino você enxerga pra ele?

E quem disse que o meu-cachorro-fez-xixi-no-poste não pode ser importante? Há um problema enorme nos noticiários colaborativos ancorados pela grande mídia, que pretendem aplicar os mesmos critérios de noticiabilidade para as reuniões de pauta da redação E para o conteúdo que o público manda. Isso reflete o vício do jornalista achar que sabe o que “é importante” para a sociedade, que ele sabe o que o público deve saber. Será? A propósito, o que é “importante” para alguém? Me parece um conceito tão individual que o jornalismo pasteurizou com uma arrogância absurda nos últimos 200 anos. Afinal, o que É importante está no noticiário. Mas importante para que, cara-pálida?

Se os critérios de relevância editorial forem os mesmos para o jornalismo tradicional e para o jornalismo colaborativo, então Paulo Querido tem razão: o público deve dar uma notícia por ano. Só que o erro vem antes disso. Vem na proposta editorial que estes noticiários trazem ao público. Eles querem cópias de si mesmos só que feitas pelas mãos dos outros. E isso é impossível! O público não estudou para isso. O público NÃO RECEBE para isso. Por que vai fazer um trabalho igual ou melhor do que o de um jornalista? O público fala daquilo que interessa a ele, à microssociedade dele. E isso vai do 1º dia do filho na escola até a sujeira na praça ao lado da casa dele. Por isso que o jornalismo colaborativo é quase sinônimo de jornalismo hiperlocal. E aí chegamos num dos pontos que, talvez, tenham jogado contra a trajetória do OhmyNews.

Este noticiário sul-coreano nasceu em âmbito nacional. Para os menos de 50 milhões de habitantes, o OhmyNews dava conta. Mostrava uma realidade que não aparecia nos jornais tradicionais, até mesmo por um vínculo forte que estes mantinham com o poder público, fruto de uma redemocratização tardia, além dos malditos kisha clubs, tradição segregacionista que mina a imprensa do oriente e limita o acesso a determinadas informações das grandes esferas sociais apenas aos veículos maiores, bancados por elas. Eis que o OhmyNews encontrou um nicho e cresceu. Cresceu tanto que não coube mais só na Coreia.

Espalhou a ideia pelo mundo. Foi copiado. Criticado, Ovacionado. Mas se já é difícil fazer um noticiário de cobertura nacional, o que sobra para um noticiário global? Na contramão do jornalismo hiperlocal, o OhmyNews Internacional (versão em inglês) não recebeu grandes investimentos, tem uma infraestrutura tímida e atualização lenta. Ainda assim, segue vivo, dando espaço para muitos cidadãos repórteres do mundo inteiro. Aliás, não conheço outro espaço jornalístico tão cosmopolita.

Para que o OhmyNews tenha futuro, é preciso haver uma mudança no modelo de negócio. Virar uma ONG ou experimentar o modelo de crowdfounding são algumas possibilidades. Vejo que o papel social deles é suficiente para justificar uma dessas duas alternativas. Assim, quero observar de perto o Spot.Us, Ushaidi e o Witness, projetos de crowdfounding ou crowdsourcing que podem nos ensinar modelos interessantes – tanto editoriais quanto financeiros.

Jornalismo visual ganha guia on-line de cartografia interativa

Não é todo mundo que pode ter um cartógrafo na equipe de infografistas (tão necessário quanto um matemático quando falamos de jornalismo visual on-line). Infelizmente.

Foi também pensando nisso que o professor de geografia Mark Harrower, da Universidade do Wisconsin, colocou no ar o livro interativo Cartography 2.0.

É uma obra para ser explorada: contém centenas de exemplos de como trabalhar melhor elementos de design aplicados à geografia, como representação de montanhas, mapas de cidades, o globo terrestre etc.

Uma ideia original e que vai ajudar muita a gente a compreender a importância do trabalho do cartógrafo no jornalismo nosso de cada dia.

Busca em tempo real, ideias de vídeo, Facebook e papo cabeça: o resumo da semana no Webmanario

1. A busca em tempo real chega ao Google, e discutimos se o furo perdeu a importância e se a suíte ganhou relevância

2. Um viral publicitário me deu algumas ideias de mashups com vídeos e Google Earth

3. 50 empresas que sabem se comunicar com seu público no Facebook

4. Estudos em Jornalismo e Mídia: o caderno editado pela UFSC com trabalhos bastante pertinentes sobre a nossa profissão

Karl Marx, o jornalista

Karl Marx, que se tornaria célebre por “O Capital”, trabalhou como jornalista na Espanha e, graças ao que recebia, pôde ganhar a vida para fazer o que realmente gostava, que era pensar.

Entre julho de 1854 e junho de 1857, ele escreveu 27 artigos para o New York Daily Tribune (sim senhor, ele teve patrões americanos) com uma perspectiva inusitada da revolução liberal espanhola (1807-1823).

Suas matérias estão no livro “La España Revolucionaria”, lançado este ano pela Alianza Editorial.