Busca em tempo real fragiliza o furo

O recente anúncio de que o Google já está testando e vai lançar o serviço de busca em tempo real só reforça a tese do brilhante Leonardo Fortes _cidadão do mundo e que faz falta por estas bandas.

A chegada do tempo real ao maior serviço de busca da web significa, para Leonardo, que no jornalismo será premiado quem for o último a publicar, não quem deu o furo. Toda uma subversão dos valores a que estamos acostumados.

Faz todo sentido, porque afinal de contas, se os resultados passarão a ser mostrados do mais recente para o mais antigo, quem publicou depois vai aparecer na frente de quem deu antes. É claro que quanto antes o seu conteúdo estiver na rede, distribuído em ferramentas de mídia social, melhor a sua chance de atrair mais público (o que definitivamente pode ser capaz de ainda valorizar a agilidade e a qualidade de apuração).

Mas do ponto de vista estritamente do Google, a análise de Leonardo (síndico de um condomínio de blogs e ativista de primeira hora da web) é perfeita.

7 Respostas para “Busca em tempo real fragiliza o furo

  1. Essa análise despreza a única grande mudança introduzida pela busca do Google, em relação às ferramentas que já tinhamos (como o próprio Summize): o tempo real passa a ser indexado com as mesmas ferramentas de ranking presentes no buscador tradicional. Ou seja, é a união de TEMPO REAL com RELEVÂNCIA. O último a publicar NÃO SERÁ, portanto, premiado. Pelo menos não automaticamente, como o texto dá a entender.

    Como todo modelo matemático aplicado a conceitos humanos – como relevância, importância da notícia, etc. -, a nova busca será bastante imperfeita de início, e deve evoluir com o tempo. Dê uma olhada no trabalho de Amit Singhal, é o cara por trás do brinquedo.

    • Godoy,

      Ótima contribuição ao debate. Irei a Singhal para trazer mais informações sobre o assunto. De toda forma, a busca em tempo real trata-se de mais uma revolução dentro da revolução.

      abs

  2. Oi Alec,

    ideia é interessante. Mas acho que os códigos do Google vão acabar dando preferência pras páginas mais relevantes. Muitas vezes o que define a relevância é o número de visitas da página. Elas vão continuar aparecendo na primeira colocação, se não estiver enganado. De qualquer forma, vamos ficar de olho.

    Abraço!

    • Rafael,

      É sobre isso que o Godoy falou aqui mesmo, nos comentários. Certamente não é um mecanismo que sairá funcionando às mil maravilhas, mas pode manter o critério da relevância (ao menos em menções, a gente sabe como isso funciona) no topo da busca. Mas, como vc disse, é questão de testar e ficar de olho.

      abs

  3. Há um problema de lógica aqui: se os códigos do Google vão priorizar a relevância, por que criar um novo serviço de busca ao vivo se o resultado será equivalente à pesquisa tradicional?

    Bom, de qualquer forma, Alec, vc me fez retornar ao blog. Post sobre o assunto em instantes.

  4. Pingback: Busca em tempo real fragiliza o furo, segunda edição // BlogueIsso!

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