‘As empresas não são o jornalismo’, diz correspondente veterano

Ex-correspondente do espanhol El Pais em Londres, Paris, Nova York, Washington e Roma, Enric González, 50, é um sábio.

Olha só o que ele disse ao receber um importante prêmio jornalístico das mãos do príncipe herdeiro em seu país. “Não dá mais para confiar nas grandes empresas, elas têm outros interesses. Os jornalistas é que deverão se organizar em cooperativas, sociedades, o que for, para continuar fazendo informação. As empresas não são a imprensa”.

Lapidar.

Tudo bem que, na sequência, ele protesta contra as “vozes desconexas” da web, uma insinuação ao suposto “caos informativo” advindo do uso cada vez maior da rede.

Nesse ponto, meu querido González, não vai ter jornalista que segure.

Ele diz ainda que o jornalismo do futuro será aquele que os jornalistas quiserem. Outra bobagem: será o que o público quiser. Já é assim, é inexorável. Ou não haveria editores de mídia social pululando em tantas redações, não é mesmo?

Mas a noção de que pessoas são maiores que as instituições, essa sim está corretíssima.

2 Respostas para “‘As empresas não são o jornalismo’, diz correspondente veterano

  1. Concordo plenamente com o jornalista. E diante deste novo cenários, as empresas buscam manter uma legitimidade de emissoras da informação, quando na verdade não são mais proprietária. A informação é um bem público, agora nas mãos dos jornalistas e da sociedade. E a cada dia, as empresas perdem a hegemonia de produtora de conteúdo. Isso é muito bom para todos. O jornalismo está se purificando

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